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Nubank ultrapassa Petrobras como empresa mais valiosa do Brasil

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Pedro Kazan
5 minutos de leitura 23.10.2025 16:10 comentários
Análise

Nubank ultrapassa Petrobras como empresa mais valiosa do Brasil

País vê surgir um unicórnio digital que bate a famosa estatal, mas continua muito atrás dos conglomerados globais em tamanho e relevância

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Pedro Kazan
5 minutos de leitura 23.10.2025 16:10 comentários 0
Nubank ultrapassa Petrobras como empresa mais valiosa do Brasil
Foto: Divulgação/ Nubank
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O banco digital Nubank assumiu um protagonismo raro para uma empresa brasileira: acabou de superar um valor de mercado de cerca de 76,8 bilhões de dólares, ultrapassando a estatal Petrobras, avaliada em aproximadamente 75 bilhões de dólares.

No ambiente volátil dos mercados globais, trata-se de uma mudança simbólica: uma fintech “nascida hoje” tomando o assento de uma empresa de 70 anos, ligada ao petróleo e ao Estado.

A Nubank opera por meio da holding Nu Holdings Ltd., com ações negociadas na bolsa de Nova Iorque (NYSE: NU) e também listagem no Brasil via ADRs.

Dados públicos apontam que a empresa possui cerca de 90 milhões de clientes na América Latina, com forte presença no Brasil, México e Colômbia.

Leia também: Apenas 8% dos brasileiros pagam a conta do país inteiro

Distância das economias “vencedoras”

Ainda que este marco seja positivo para o setor privado nacional, ele evidencia o quão longe o Brasil ainda está dos gigantes globais: segundo dados compilados pela CompaniesMarketcap.com, nenhuma empresa brasileira listada alcança valor de mercado superior a 80 bilhões de dólares.

Em contraste, os EUA contam com mais de 130 empresas com valor de mercado superior a 80 bilhões de dólares. A Suíça tem 8. A Índia, do Brics, possui 6.

Essa lacuna não é apenas numérica: ela representa o reflexo de investimentos insuficientes, estímulos fracos ao empreendedorismo e taxas de juros historicamente altas no Brasil.

Soma-se a isso a volatilidade regulatória, trabalhista e tributária, que tornam “fazer empresa no Brasil” um exercício de paciência — ou quase de loucura.

O resultado: o país vê surgir um unicórnio digital que bate a famosa estatal brasileira, mas continua muito atrás dos conglomerados globais em tamanho e relevância.

Estatais: do orgulho nacional ao constrangimento contábil

Enquanto o setor privado digital acelera, as estatais brasileiras seguem atoladas em prejuízos, ingerência e burocracia.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, por exemplo, encerrou 2024 com um rombo de 3,2 bilhões de reais — metade de todo o déficit das estatais federais no ano.

Somadas, elas registraram 6,7 bilhões de reais de prejuízo, o pior resultado em mais de duas décadas.

A contradição é evidente: instituições que deveriam representar eficiência e escala nacional tornaram-se símbolos de má gestão e risco fiscal.

A administração pública transformou o que deveria ser patrimônio do Estado em um fardo orçamentário. E o que antes era motivo de orgulho, hoje é tema de preocupação — até dentro do próprio governo.

Enquanto o mundo acelera na direção da inovação e da produtividade, nossas estatais ainda medem desempenho em planilhas de déficit. São relíquias de uma máquina pública que finge ser empresa, mas opera como repartição.

Crise tripla: política, fiscal e tributária

O Brasil arrecada mais de 3 trilhões de reais em impostos todos os anos, mas continua tropeçando em problemas básicos de gestão.

É um paradoxo digno de tese: um Estado obeso que cobra muito, entrega pouco e ainda gasta mal. A crise é tripla — política, fiscal e tributária.

Na frente política, reina a instabilidade institucional. No campo fiscal, a dívida pública cresce e as estatais sangram.

No terreno tributário, o emaranhado de regras e a insegurança jurídica travam o investimento produtivo.

É um cenário que desestimula o empreendedor e premia o rentista — afinal, quem arrisca abrir um negócio quando o Tesouro paga 15% ao ano “livre de risco”?

Nesse ambiente, o feito da Nubank soa quase irônico: uma empresa privada, de DNA tecnológico, alcançando valor de mercado recorde num país que parece hostil à inovação.

Ainda assim, mesmo coroada como “a mais valiosa do Brasil”, a fintech ocupa apenas o 280º lugar no ranking global.

É o retrato de um país que festeja pequenos avanços enquanto o resto do mundo corre em alta velocidade.

O troféu solitário do capitalismo tropical

A conquista da Nubank é admirável — mas também simbólica. Mostra que o talento e a tecnologia brasileira sobrevivem apesar do sistema, não graças a ele. Seguimos engatinhando em meio a uma selva de regras, impostos e inseguranças.

Se nada mudar, o próximo recorde empresarial brasileiro continuará sendo apenas isso: um tapa na cara da atabalhoada e ultrapassada gestão estatal, mas que, a nível mundial, não passa de um troféu isolado, solitário, numa vitrine global em que estamos longe de brilhar.

Pedro Kazan é profissional do mercado financeiro desde 1999, empreendedor e palestrante, formado em Engenharia de Produção com ênfase em Engenharia Econômica pela UFRJ. De 2002 a 2004, fez parte do Controle Operacional da Mesa Proprietária do Banco BBM, de onde saíram os fundadores das mais renomadas Assets do Brasil, como SPX, Kapitalo e Navi. Desde 2004 dedica-se à Gestão de Recursos e Assessoria de Investimentos Private. Fundador do canal de educação financeira KZN Investimentos. Nascido no Rio de Janeiro. Vivendo em Lisboa.

Leia mais: Estrelando Haddad, ‘IOF 2 – O Retorno’

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