Flávio abre 10 pontos de Lula no Polymarket após sessão do STF
O incômodo no petismo é palpável. Até a campanha de Lula reconhece que a blindagem a Moraes prejudica a reeleição do presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) aparece com 54,6% das apostas sobre quem ganhará a eleição presidencial deste ano na plataforma de mercado de previsão Polymarket nesta quarta-feira, 16, dois pontos acima dos 53% que tinha ontem, e quase 10 pontos à frente de Lula, que tem 45%.
O petista liderava as apostas até 9 de setembro, mas o filho 01 de Bolsonaro assumiu a ponta na noite daquele dia e vem mantendo a liderança desde então, ampliando-a desde 13 de setembro.
A aprovação de Lula vem caindo desde o início de agosto, como registra diariamente o Lulômetro, parceria da Realtime Big Data com O Antagonista, entre outras pesquisas de opinião.

STF
Mas a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) parece estar influenciando negativamente as perspectivas de reeleição do presidente, e o aumento da distância de Flávio para Lula após a tumultuada sessão sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro não ajudou.
Moraes e seus aliados no STF acusam abertamente André Mendonça de tentar influenciar a eleição presidencial, deixando bem claro que eles estão inseridos na corrida pelo Palácio do Planalto.
Ironicamente, ao tentarem proteger Lula, Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes parecem favorecer a candidatura de seu principal opositor, inclusive sepultando a terceira via.
Aliados
O incômodo no petismo é palpável. Até a campanha de Lula reconhece que a blindagem a Moraes prejudica o presidente, porque os dois se tornaram aliados nos últimos anos como adversários do bolsonarismo, e o ministro do STF chegou a mediar entendimento de Lula com Davi Alcolumbre.
Após a trágica sessão do STF, Lula discursou para dizer que “não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita e acusação contra ele“. Mas parece tarde demais para o petista convencer alguém de que não é aliado do ex-relator do inquérito das fake news.
O péssimo terceiro mandato de Lula legou ao presidente uma única estratégia eleitoral: se provar menos pior do que as alternativas que se apresentam. Com os aliados que ele fez no STF, que praticamente carregaram seu governo nas costas, essa missão se torna bem mais difícil.
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