Fica cada vez mais claro o que quer Trump na Venezuela
O americano assume, na prática, a cadeira de ditador que pertencia a Maduro e, antes dele, a Chávez: um tirano está substituindo outro
Não é preciso ser Bidu – os mais novos pesquisem para entender – ou grande conhecedor de geopolítica mundial, não para achar, mas para ter certeza que Donald Trump e o séquito de aloprados que o acompanha estão se lixando para a democracia, a liberdade e o povo da Venezuela. Até porque, são “réus confessos”. Já afirmaram e reafirmaram, publicamente, que irão administrar o país até que uma transição democrática seja concluída.
Bem, no caso, é preciso perguntar ao bufão cor de laranja o que seria essa tal “transição democrática”, porque bastaria assegurar – através da força, claro, assim como raptou Maduro – que Edmundo Gonzalez e/ou Maria Corina assumisse a Presidência do país, já que os legítimos vencedores das eleições passadas, fraudadas pelo tirano sanguinário – com a costumeira conivência do lulopetismo, da China e da Rússia, diga-se de passagem.
Porém, o autocrata americano já avisou que Corina – simplesmente a vencedora do Prêmio Nobel que o próprio doidão sonha; o da Paz – não assume. Por quê? Ora, porque ele e sua turba não querem. Dizem não haver apoio interno à brava combatente do chavismo. Papo furado! A verdade é que sabem que Corina não irá se ajoelhar aos Estados Unidos e que, conforme já afirmou várias vezes, leiloaria a exploração de petróleo no país.
A fila vai andar?
Escrevi recentemente uma coluna, dizendo que não tenho tirano de estimação. Guardadas as devidas proporções – e condições -, Trump e Maduro pertencem à mesma categoria. A diferença fundamental não está no caráter ou nas aspirações ditatoriais, mas nos tais “freios e contrapesos”. O venezuelano gozava de liberdade total para oprimir, roubar e assassinar seu povo. O americano, ainda enfrenta resistências sociais e institucionais.
Ao – sem pudor e sem medo de ser feliz – anunciar que tomará conta da política e da economia da Venezuela, mormente a exploração e a comercialização de petróleo, a maior, senão a única grande riqueza do país, Trump assume, na prática, a cadeira de ditador que pertencia a Maduro e, antes dele, a Chávez. Se um estrangeiro tomasse (à força) a Presidência do meu país e sem ser eleito o comandasse, eu afirmaria o mesmo a respeito.
Por isso, insisto na tese de que um tirano está substituindo outro, e que, ainda que seja menos pior – ao menos por ora – para o povo venezuelano a subserviência aos Estados Unidos de Donald Trump do que à ditadura chavista, não há nada mais a “enaltecer”, mas ainda muito a apontar e a criticar. Amanhã poderá ser a Colômbia, a Groenlândia, o México, o Canadá, o Panamá e, sim, o Brasil. Até porque, por aqui, apoio não faltará ao Rei Sol alaranjado.
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Comentários (2)
Edson Barbosa
06.01.2026 20:39Nem precisei ir longe, o Dr. Google me respondeu: " - Importação Necessária: Apesar da alta produção, os EUA importam petróleo bruto, especialmente tipos que suas refinarias são configuradas para processar, como o venezuelano. " Além disso se pesquisarem o histórico da relação USA/Venezuela, esta sempre forneceu petro pros USA até Hugo Chavez tomar o poder e BARRAR o fornecimento. A indústria americana desde então, já teve ZILHÕES DE DÓLARES de prejuízo, e o trump prometeu na última campanha que ia resolver o problema ....... JÁ TÁ RESOLVENDO O PROBLEMA DELES, e os bozolóides tupiniquins fazendo festa como se o prejudicado fosse o Lula !!! Só rindo desses idiotas !!!!
Flavio marega
06.01.2026 17:07Os EUA são praticamente auto suficientes em petróleo, a geopolítica parece nortear os últimos arroubos do bufão laranja. A China e a Rússia estavam tomando conta do pedaço.