Disney/Pixar amarga pior estreia com ‘Elio’
Os números de bilheteria mostram o pior faturamento para uma estreia da história do estúdio, famoso por Toy Story
A Pixar registrou um fracasso histórico com Elio, sua nova animação, que estreou nesse fim de semana, faturando apenas 21 milhões de dólares nos Estados Unidos e 35 milhões se incluirmos os 14 milhões dos demais mercados internacionais.
Esses números marcam a pior abertura da história do estúdio, superando Elemental (de 2023), que debutou com 29,6 milhões de dólares domésticos. A comparação com Toy Story, lançado em 1995, e que amealhou 29,1 milhões, (sem reajuste de 30 anos de inflação), reforça o fraco desempenho do filme, que acompanha um garoto transformado em embaixador da Terra em uma aventura intergaláctica.
Elio, que teve orçamento estimado de 150 milhões de dólares, enfrentou desafios. Apesar de críticas geralmente até positivas, com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, alguns críticos consideraram a narrativa menos inspirada e pouco criativa comparada a outros títulos da Pixar.
O filme recebeu nota A no CinemaScore, com A+ entre crianças, sugerindo apelo ao público familiar, mas não o suficiente para superar a concorrência. Os zumbis de Extermínio 3: A Evolução, dominaram as bilheterias, arrecadando 30 milhões nos EUA e 60 milhões no planeta todo.
Com avaliação de 88% no portal de avaliações Rotten Tomatoes e um elenco liderado por Cillian Murphy e Jodie Comer, o thriller pós-apocalíptico atraiu 65% de público entre 18 e 34 anos, ofuscando a animação.
O desempenho de Elio parece refletir dificuldades da Pixar em reconquistar o público nos cinemas após a pandemia, quando filmes como Soul e Luca foram lançados diretamente no Disney+.
Lightyear (de 2022) e Elemental (2023) também tiveram estreias fracas, embora Divertida Mente 2 (2024) tenha sido um grande sucesso, com 1,69 bilhão no total. Analistas apontam que a Pixar precisa ajustar sua estratégia para competir em um mercado transformado.
Enquanto Extermínio 3: A Evolução alimenta discussões sobre novas sequências, com a Sony otimista, a Pixar aposta na recuperação. Elio ainda pode crescer com as férias escolares e lançamentos em mercados como China.
De toda a forma, o estúdio já mira projetos como Toy Story 5 e a sequência Divertida Mente 3, reafirmando um certo temor de estariam ficando dependentes de franquias estabelecidas por patinar na criação filmes novos que inovem e engajem.
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