Crusoé: TSE é incapaz de distinguir real de fake
Confusão nesta eleição é resultado da soberba da Justiça eleitoral e do empobrecimento do debate diante de sucessivos atos de censura
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vendeu a ideia aos brasileiros de que atuaria como um árbitro capaz de identificar e derrubar conteúdos falsos na internet, a tempo de impedir um estrago nas urnas.
O erro de se arvorar tal função ficou evidente nas brigas entre os times de advogados das duas campanhas na Corte esta semana.
Apostando que a Justiça eleitoral poderá apagar uma mensagem do rival, as campanhas acionam o TSE a todo momento, sob qualquer pretexto.
Ao mesmo tempo, ao terem seus conteúdos sob escrutínio constante, as campanhas entenderam que é preciso “tomar um pouquinho de risco“, como afirmou Flávio Bolsonaro, nos ataques ao adversário.
O raciocínio é que aquele que não avançar além da conta poderá ser prejudicado por alguma fake news do adversário.
É ilusão achar que exista uma entidade além do bem e do mal, capaz de dizer o que é verdade e o que é “sabidamente inverídico” nos conteúdos eleitorais.
Não se pode responder com precisão quando a campanha de Lula afirma que Flávio Bolsonaro tem algum vínculo com milicianos.
Assim como não dá para deixar de cogitar uma relação entre o PT e organizações criminosas.
Diante desse campo minado, o recomendável seria dar um passo atrás e evitar pesar a mão nas eleições. O que aconteceu foi o oposto.
Censura no varejo
A experiência das eleições presidenciais de 2022 já deveria ter ensinado cautela.
Naquele ano, sob o comando de Alexandre de Moraes, os magistrados do TSE derrubaram…
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