Crusoé: Japão comemora derrota menor no acordo com os EUA

03.04.2026

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O Antagonista

Crusoé: Japão comemora derrota menor no acordo com os EUA

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José Inácio Pilar
2 minutos de leitura 23.07.2025 10:19 comentários
Análise

Crusoé: Japão comemora derrota menor no acordo com os EUA

A sensação de celebração de uma derrota menor, por parte do Japão, poderá ser o tom de muitos acordos daqui para frente

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José Inácio Pilar
2 minutos de leitura 23.07.2025 10:19 comentários 1
Crusoé: Japão comemora derrota menor no acordo com os EUA
Imagem: The White House

O Japão pode até ter evitado um desastre tarifário, mas está longe de poder celebrar uma vitória.

O novo acordo comercial com os Estados Unidos anunciado ontem de noite reduziu tarifas de importação sobre veículos japoneses de 25% para 15%, o que animou brevemente os mercados — o índice Nikkei subiu 3,5% na quarta-feira, puxado por ações de montadoras como Toyota e Honda. Mas, na prática, Tóquio apenas conseguiu perder menos.

O governo japonês classifica a nova tarifa como a mais baixa já imposta pelos EUA a um país com superávit na balança comercial. De fato, o Japão escapou de tarifas de até 35% que Donald Trump ameaçava impor já em agosto.

Para isso, ofereceu um grande pacote: 550 bilhões de dólares em investimentos e financiamentos nos EUA, com 90% dos lucros ficam no país, além de aceitar flexibilizações técnicas que facilitam a entrada de veículos americanos e produtos agrícolas no mercado japonês.

O grande alívio veio no setor automotivo, pilar das exportações japonesas. Com a tarifa reduzida, o Japão garante algum nível de competitividade para seus veículos no mercado norte-americano, que responde por cerca de um terço das exportações de carros japoneses.

O acordo também afastou, ao menos por ora, a aplicação de tarifas adicionais sobre autopeças, equipamentos industriais e produtos eletrônicos.

Além disso, o Japão conquistou alguns ganhos regulatórios discretos. Os EUA aceitaram, em certos setores, reconhecer padrões técnicos e certificações japonesas — o que reduz custos para empresas exportadoras.

Também ficaram de fora do acordo sanções ao setor financeiro japonês e restrições mais duras à movimentação de capitais, que haviam sido cogitadas como retaliação.

Outro ponto positivo, ainda que em fase embrionária, é a promessa de acesso mais fácil a licitações públicas nos EUA, especialmente em infraestrutura.

Empresas como Hitachi e Mitsubishi tem a expectativa de poder disputar contratos com menos entraves burocráticos, embora…

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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Comentários (1)

Pedro Boer

23.07.2025 17:06

O velho ditado: Mais vale um mau acordo do wue uma boa demanda.


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