Crusoé: Dino cria o seu próprio inquérito do fim do mundo
Com abertura de investigação na Polícia Federal, ministro do STF poderá atacar e censurar inimigos, como fez Alexandre de Moraes
Ao determinar o início de um inquérito para apurar “uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas“, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino (foto) criou sua própria versão do inquérito do fim do mundo.
Assim como o ministro Alexandre de Moraes se aproveitou do inquérito 4,781, o inquérito das fake news, para derrubar contas na internet, aprovar operações de busca e apreensão e até mesmo acusar um colega de corte, Dino agora tem o seu próprio brinquedo — ou arma — nas mãos.
São muitas as semelhanças entre o inquérito das fake news, hoje sob a relatoria do presidente do STF, Edson Fachin, e o novo inquérito de Dino.
Não há escopo definido, não há prazo, não há um objeto delimitado. Cabe todo mundo, de qualquer lugar do Brasil.
Na ordem para abrir o inquérito, Dino elenca várias notícias sobre ataques a imagens religiosas em vários estados do Brasil.
Não há conexão entre elas.
Algumas aconteceram em terreiros de umbanda. Outra, em uma loja de artigos religiosos em Londrina, no Paraná.
Os autores são os mais diversos.
O homem de 47 anos que quebrou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com um machado em uma capela do Mato Grosso disse que agiu “a mando de espíritos“.
Pode ser um esquizofrênico, jamais um evangélico.
Não há nada de concreto que uma atuação da Polícia Federal possa trazer nesses casos.
O objetivo de Dino, obviamente, não é este.
O que ele quer, em primeiro lugar, é reforçar a fake news criada pela esquerda de que Flávio Bolsonaro quer tirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, algo totalmente inverídico.
Dino quer…
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