Com a saída de Ratinho, se Zema caminhar ao centro poderá surpreender
Muitos acreditam, porém, que o governador mineiro irá, ao final, aderir a uma chapa mais forte, seja com Flávio Bolsonaro ou, agora, com Ronaldo Caiado
A chamada “calcificação” do eleitorado, termo cunhado pelo cientista político e dono do Instituto Quaest, Felipe Nunes, que mantém como favoritos para a disputa do Planalto em outubro próximo o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), praticamente enterra qualquer aspiração alternativa – ainda que cerca de 1/3 do eleitorado se declare “nem-nem”, ou seja, nem Lula nem Bolsonaro.
Os dados das últimas eleições mostram que a abstenção e os votos brancos e nulos orbitam os 25% do eleitorado. Assim, a disputa real pelos corações e mentes indecisos soma não mais que 10% dos votos. Nesse sentido, a viabilidade de uma “terceira via” é significativamente baixa, e talvez tenha sido um dos fatores que motivaram a saída de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, da corrida presidencial.
Ato contínuo, Ronaldo Caiado surge como o favorito pelo partido de Gilberto Kassab para disputar as eleições, já que Eduardo Leite nunca se tornou um pré-candidato verdadeiramente viável – pelo menos até então. Porém, a decisão de Romeu Zema, do Novo, de deixar o governo de Minas e partir para a pré-candidatura à Presidência da República abre, para si, uma janela, ainda que pequena, de possibilidades.
Futuro em aberto
O mineiro é muito bem avaliado no estado, que é o segundo maior colégio eleitoral do país. Zema ocupa, hoje, o mesmo espectro político e ideológico que Flávio Bolsonaro. Assim, não teria muito espaço entre os eleitores “calcificados”, ou não, que tendem a votar no bolsokid 01. Contudo, se não insistir no personagem bélico, agressivo e “terrivelmente antipetista”, pode ser que consiga furar tal bolha.
Atrair parcela significativa do eleitorado bolsonarista não radical – além dos “nem-nem” dispostos a votar – seria fundamental para Zema. O ex-governador já partiu em viagem para o interior de São Paulo, de onde pretende expandir sua caminhada para se tornar mais conhecido e, consequentemente, mais competitivo. Ele garante que será candidato e que se manterá no Novo, partido sem capilaridade, palanque e dinheiro.
Muitos acreditam que Romeu Zema irá, ao final, aderir a uma chapa mais forte, seja com Flávio Bolsonaro ou, agora, com Ronaldo Caiado, como candidato a vice. Se prosseguir na disputa como cabeça de chapa, o mineiro poderá surpreender e, mesmo que não alcance o segundo turno, se projetará para reivindicar um ministério importante caso Flávio Bolsonaro seja eleito, e assim se manter ativo na política nacional.
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Comentários (6)
Fabio
26.03.2026 21:23Juarez Borges, que mané canhoto o quê. Canhoto é quem vota em Rachador, é quem se alia com Rachador. O mineiro está querndo votar em "Cleitinho" para governador. Mineiro é burro que dá dó.
Juarez Borges
25.03.2026 17:31Zema... Presidente.
Juarez Borges
25.03.2026 17:31Fabio, vc não deve ser mineiro, se for, é canhoto, Zema pegou o estado arrasado do governo anterior, que por sinal era do PT; Esse governador deixou uma divida de 80 bilhões, Zema conseguiu uma suspensão do pagamento via STF e nesse prazo a divida realmente dobrou... mas Zema não fez mais nenhuma divida...essa divida toda são de governadores anterior.
Lindberg Garcia
25.03.2026 13:08Aguardem, Zema vai surprender. Quando se lançou candidato a Governador de Minas Gerais, saiu de 3% nas pesquisas e foi eleito e reeleito com altos índices de aprovação. Recebeu do goverandor anterior um estado economicamente arrasado e o entrega agora em franco desenvolvimento e superavitário. Torço para que repita agora o mesmo desempenho anterior.
Fabio
24.03.2026 23:59Um bosta capacho desse surpreende em quê? Nem o estado dele foi capaz de regularizar as contas...
O candidato mais bolsonarista de todos? Voto no mais independente.