Bolsonaro mascara fraqueza de Lula
Petista só aparece bem quando comparado às perspectivas de seu arqui-inimigo, que dá sobrevida ao governo ao tentar escapar da prisão
O governo Lula (foto) levou uma rasteira humilhante na instalação da CPMI do INSS, mas a derrota na disputa pela presidência e pela relatoria da comissão não foi devidamente analisada e digerida. Horas depois, Jair Bolsonaro foi indiciado em mais uma investigação criminal, e os detalhes do caso sobre tentativa de obstrução de justiça rechearam o noticiário desde então.
Bolsonaro se enrolou ainda mais na tentativa de se livrar de uma condenação no julgamento da trama golpista, mas seus aliados demonstram uma força no Congresso Nacional que o governo Lula busca, à custa de muitas emendas, desde que o petista voltou ao Palácio do Planalto.
A derrota também ocorreu porque não há, hoje, ninguém querendo embarcar no governo, enquanto muitos partidos cogitam sair.
A fraqueza política de Lula é tal que seu governo vive pendurado no Supremo Tribunal Federal (STF) — o ministro Flávio Dino voltou a interferir na distribuição de emendas parlamentares no fim de semana, tensionando mais uma vez a relação do petista com o Congresso Nacional.
Maioria contra
A popularidade do presidente também não vai bem, apesar de ter melhorado com uma forcinha de Donald Trump e da família Bolsonaro, que lhe entregaram o discurso nacionalista no colo com o tarifaço.
A aprovação de Lula oscilou positivamente, assim como suas perspectivas eleitorais, mas a maioria da população (58%) segue sem querer um quarto mandato presidencial para o petista.
Lula só aparece bem, hoje, quando comparado às perspectivas de seu principal adversário, que está em vias de ser condenado e, mesmo assim, rivaliza com o presidente nas pesquisas eleitorais.
Brasil aprisionado
Bolsonaro depende dessa exibição de potência eleitoral para fazer como o petista e se livrar dos problemas judiciais, antes ou depois de ser preso de fato, pois já está em prisão domiciliar. É por isso que ele se nega a abandonar o páreo.
Ao permanecer no jogo, contudo, o ex-presidente dá força a Lula — que deveria estar sendo cobrado por gastar demais e por não fazer as reformas de que o país precisa — e mantém o Brasil aprisionado nessa desgastada dicotomia.
Se estivessem de fato interessados na melhoria do país, os aliados e apoiadores de Bolsonaro estariam construindo, no momento, uma candidatura viável para disputar a Presidência da República em 2026, e não defendendo o voto nulo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Luiz Filho
27.08.2025 13:58Pena que Bolsonaro seja tão provido de pouca capacidade cognitiva, excesso de covardia e tão popular. O cagão está com tanto medo de ser preso que perdeu toda a macheza do “ACABOU,PORRA!” na frente do xanderleide, fez piadinhas de gente medrosa e se esqueceu dos trocas presos que clamavam por um milagre de não ter um presidiário na presidência.