Bolsonaro acima de tudo?
Ás vésperas da eleição presidencial de 2026, a prioridade declarada pela família Bolsonaro seguirá sendo o Brasil ou vai mudar?
Jair Bolsonaro celebrizou o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” durante seu governo. Preso por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente e sua família enfrentam um dilema agora: às vésperas da eleição presidencial de 2026, a prioridade declarada seguirá a mesma ou vai mudar?
O argumento mais fácil dos bolsonaristas é dizer que libertar Bolsonaro é colocar o interesse do Brasil acima de tudo. É um mau argumento, contudo, diante do risco de entregar a reeleição a Lula, que não está exatamente em boa condição de ser reeleito e depende dos erros dos adversários.
Obviamente não é de se esperar que a família Bolsonaro jogue a toalha totalmente. Para permanecerem politicamente vivos, eles precisam reclamar da condenação e das condições da prisão do patriarca. Mas a sobrevivência política do clã também depende da compreensão do terreno.
Sem Bolsonaro
Bolsonaro já está há mais de 100 dias sem falar em público, por causa da prisão domiciliar preventiva. Durante esse período, os aliados da família em Santa Catarina protagonizaram uma pequena rebelião contra a candidatura do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) no estado.
Sem tanta autoridade para lidar com os aliados quanto o pai, Carlos e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuaram publicamente para pressionar e constranger os catarinenses, dando uma péssima demonstração do que será do bolsonarismo na eleição sem a voz e os posts de Bolsonaro.
As pesquisas de opinião ainda indicam força eleitoral do ex-presidente, mas há um desgaste mesmo entre seus apoiadores declarados, que esperam por uma alternativa viável para votar em 2026.
Será o fim?
No limite, a família corre o risco de perder o que lhe restou de capital eleitoral caso demore a se posicionar sobre uma candidatura alternativa a Lula em 2026 e surja alguém — Tarcísio de Freitas? Ratinho Jr.? Ronaldo Caiado? Romeu Zema? — com fôlego para enfrentar o candidato petista.
Caso a família opte por sustentar o discurso de “só voto em Bolsonaro” ou encampe uma candidatura presidencial frustrada de Flávio ou Michelle contra uma alternativa bem sucedida à direita, os herdeiros podem acabar antecipando o fim do bolsonarismo em vez de salvá-lo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
27.11.2025 11:13Se depender das ações e falas equilibradas de Eduardo e Carlos Bolsonaro, a família afunda de vez (e para mim não farão falta, será até bom). O lema, "só voto em Bolsonaro" se for para carrear para um dos filhos (Flávio ou Eduardo) os votos para presidente, vai ter a petista repetindo isso por aí, tal o desserviço.
Alice
27.11.2025 06:01Concordo integralmente com Andre
Andre Luis Dos Santos
26.11.2025 17:00Nossa, 100 dias sem o Bozo proferir asneiras? Excelente. Eu quero e que essa família va a merda! Atraso total. Bando de desqualificados.