Futuro líder dos evangélicos admite que pandemia e economia enfraqueceram Bolsonaro

25.06.2026

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Futuro líder dos evangélicos admite que pandemia e economia enfraqueceram Bolsonaro

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4 minutos de leitura 17.01.2022 17:28 comentários
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Futuro líder dos evangélicos admite que pandemia e economia enfraqueceram Bolsonaro

Para o deputado Sóstenes Cavalcante, do DEM do Rio de Janeiro, ligado ao pastor Silas Malafaia, Jair Bolsonaro ainda tem o apoio da maioria dos evangélicos para tentar a reeleição em outubro...

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Futuro líder dos evangélicos admite que pandemia e economia enfraqueceram Bolsonaro
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Para o deputado Sóstenes Cavalcante, do DEM do Rio de Janeiro, ligado ao pastor Silas Malafaia, Jair Bolsonaro ainda tem o apoio da maioria dos evangélicos para tentar a reeleição em outubro.

O deputado, que no mês que vem deverá assumir a liderança da bancada evangélica no Congresso, admitiu que o presidente perdeu apoio em razão da pandemia e da situação econômica do país, mas avaliou que “o cenário de hoje” nessa fatia do eleitorado ainda é muito positivo para Bolsonaro.

“Hoje, no cenário de hoje, continuo avaliando que o Bolsonaro, pelo meu sentimento e pelas minhas conversas pelo país, tem em torno de 70% dos evangélicos. Ele já teve uns 90%, mas hoje tem em torno de 70% dos evangélicos”, disse.

Segundo o Datafolha divulgado no fim de 2021, Lula tem 46% de intenções de voto entre os evangélicos, numericamente à frente de Bolsonaro, que apareceu com 44%. Por esses números, haveria empate técnico.

Cavalcante acrescentou que “não existe candidatura unânime, que leve todo o segmento dos evangélicos” — recentemente, o próprio Malafia disse que Lula, claro, tem voto no mundo evangélicoO deputado afirmou que, entre os não bolsonaristas, Sergio Moro se destaca.

“A segunda opção dos evangélicos, eu diria, é o Moro, com cerca de 20%”, disse ele, de novo, com base em “sentimento”.

O deputado, no entanto, não acredita em crescimento da candidatura do ex-juiz da Lava Jato e do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública entre os evangélicos.

“Pela forma como ele saiu do governo, o Moro ficou com a pecha de traidor. E isso, para os evangélicos, é uma marca muito ruim.”

Moro deixou o governo, em abril de 2020, denunciando a interferência de Bolsonaro na Polícia FederalO advogado sergipano Uziel Santana, convidado pelo ex-juiz para coordenar o núcleo da pré-campanha dedicado aos evangélicos, tem dito que foi Bolsonaro quem traiu esse eleitorado.

Sobre a postura de Bolsonaro na pandemia, o futuro líder da bancada evangélica admitiu “desgaste”, mas evitou fazer uma análise do presidente.

“Ele teve desgaste, o que é natural em qualquer governo, sobretudo em um momento de pandemia. Eu entendo que não foram quatro anos bons para nenhum governo do mundo. Foram quatro anos difíceis para o Bolsonaro também. Ele perdeu uns 20 pontos percentuais de apoio, por conta da pandemia e, especialmente, pela dificuldade econômica, com aumento dos preços. Volto a dizer: acho que, hoje, o Bolsonaro tem 70% dos evangélicos, mas ele já teve uns 90%.”

O deputado disse ainda que o PT, por mais que Lula se esforce, não conseguirá atrair o eleitorado evangélico. O ex-presidiário, como registramos mais cedo, vai criar um canal do YouTube para tentar falar especificamente a esse público.

“Os governos do PT, as afrontas que eles fizeram às pautas de valores e de costumes cristãos não vão permitir que eles enganem o povo evangélico de novo.”

Perguntamos, então, se o PT enganou líderes evangélicos que apoiaram Lula e Dilma Rousseff no passado.

“No início, o Lula representava uma aposta da justiça social, sem a perseguição aos valores cristãos. No primeiro governo, inclusive, ele conseguiu fazer isso. Mas, a partir do segundo governo dele, o Lula passou a perseguir a pauta conservadora. Isso foi divorciando o PT e a esquerda dos evangélicos. O divórcio aconteceu por conta deles.”

Pedimos ao deputado que desse alguns exemplos das afrontas do PT aos valores cristãos.

“A pauta da legalização de aborto, por exemplo. Foram inúmeras portarias sobre esse tema no Ministério da Saúde, porque o PT sabia que não conseguiria aprovar qualquer coisa no Congresso no sentido de legalizar o aborto. Além disso, teve a luta deles a favor da ideologia de gênero.”

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