CPI da Covid: 14 dos 18 integrantes são potenciais candidatos em 2022

28.09.2026

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CPI da Covid: 14 dos 18 integrantes são potenciais candidatos em 2022
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8 minutos de leitura 19.04.2021 13:43 comentários
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CPI da Covid: 14 dos 18 integrantes são potenciais candidatos em 2022

O Antagonista apurou que, entre os 18 titulares e suplentes da CPI da Covid, pelo menos 14 são potenciais candidatos em 2022 -- 12 a governos estaduais, um à reeleição no Senado e um recém-incluído entre os presidenciáveis. Alguns já colocaram seu nome na praça, como Eduardo Braga (Amazonas) e Luiz Carlos Heinze (Rio Grande do Sul). Outros estão sendo cotados nas disputas locais e poderão usar a CPI para medir suas chances...

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CPI da Covid: 14 dos 18 integrantes são potenciais candidatos em 2022
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O Antagonista apurou que, entre os 18 titulares e suplentes da CPI da Covid, pelo menos 14 são potenciais candidatos em 2022 — 12 a governos estaduais, um à reeleição no Senado e um recém-incluído entre os presidenciáveis.

Alguns já colocaram seu nome na praça, como Eduardo Braga (Amazonas) e Luiz Carlos Heinze (Rio Grande do Sul). Outros estão sendo cotados nas disputas locais e poderão usar a CPI para medir suas chances.

Omar Aziz (PSD), que hoje teria maioria para ser confirmado no comando da comissão, será, no ano que vem, candidato à reeleição no Amazonas. Em 2022, os eleitores escolherão um único candidato ao Senado.

Randolfe Rodrigues (Rede), autor da CPI e que será o vice-presidente do colegiado, nega publicamente o interesse de disputar o governo do Amapá, mas seu nome é cogitado por gente do próprio partido.

Já Renan Calheiros (MDB), provável relator, é pai do atual governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). Em 2022, ele estará na metade do seu quarto mandato como senador e empenhado em fazer a sucessão no estado. Nacionalmente, em se confirmando a candidatura presidencial de Lula, pulará no colo do PT.

A CPI deverá começar a funcionar nos próximos dias.

Todos os integrantes juram que não usarão a comissão para fins eleitorais — seria algo inédito no Parlamento. Jair Bolsonaro, acuado, chegou a dizer na semana passada que “querem fazer palanque” com a CPI.

Leia abaixo sobre a situação política de cada um dos integrantes do colegiado:

TITULARES

CIRO NOGUEIRA (PP): o senador que preside nacionalmente o PP estará na metade do seu segundo mandato em 2022, quando pretende concorrer ao governo do Piauí. Ex-lulista e ex-dilmista, Ciro se aproximou do Palácio do Planalto em meio à pandemia da Covid e passou a ser chamado de “filho 05” de Jair Bolsonaro. Com tantos cargos no governo federal, é também conhecido nos bastidores de Brasília como “sócio-majoritário” do presidente da República.

EDUARDO BRAGA (MDB): é o atual líder do MDB no Senado. Candidatíssimo ao governo do Amazonas no ano que vem, vai enfrentar, por exemplo, o atual governador, Wilson Lima (PSC). Já tem feito costuras políticas em todo o estado, principalmente com prefeitos do interior. Braga, garantido no Senado até 2026, já foi governador entre 2003 e 2010, tendo como vice o hoje colega de bancada Omar Aziz.

EDUARDO GIRÃO (PODEMOS): senador de primeiro mandato, Girão tem como principal aliado político no Ceará o deputado federal Capitão Wagner (Pros), que, no ano passado, perdeu no segundo turno a disputa pela Prefeitura de Fortaleza para Sarto (PDT), apoiado pela família Ferreira Gomes. Em 2022, Wagner ou o próprio Girão será candidato ao governo local.

HUMBERTO COSTA (PT): em 2022, Humberto estará na metade do seu segundo mandato no Senado. Certamente, em se confirmando a candidatura presidencial de Lula, de quem foi ministro da Saúde, o senador pernambucano se engajará na campanha do ex-presidente. Aliados no estado estimulam Humberto a concorrer ao governo local, mas ele tem dito que, a princípio, continuará em Brasília, a depender de possível aliança nacional com o PSB, que hoje tem o governo estadual e a Prefeitura de Recife.

JORGINHO MELLO (PL): o senador de primeiro mandato é atualmente um dos vice-líderes do governo de Jair Bolsonaro no Congresso. Recentemente, convidou o presidente da República a se filiar ao seu partido, comandado por Valdemar Costa Neto. Em Santa Catarina, já é encarado como o candidato bolsonarista ao governo do estado em 2022. Em 2018, os catarinenses deram 75% dos votos válidos a Bolsonaro no segundo turno.

MARCOS ROGÉRIO (DEM): o senador de primeiro mandato é atualmente um dos vice-líderes do governo de Jair Bolsonaro no Congresso. Rogério tem se aproximado do Planalto com a pretensão de receber o apoio do presidente da República para concorrer ao governo de Rondônia em 2022, enfrentando, por exemplo, o atual governador, Marcos Rocha (PSL).

OMAR AZIZ (PSD): presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nos últimos dois anos e agora deve comandar a CPI da Covid. Seu mandato termina no ano que vem e ele buscará a reeleição. Provavelmente, enfrentará nomes como o do ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) e o bolsonarista Coronel Menezes (Patriota), que comandou a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Aziz já foi governador do Amazonas entre 2010 e 2014.

OTTO ALENCAR (PSD): o senador baiano é o atual presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Nos últimos dois anos, liderou a bancada do PSD. Em 2022, ele vai concluir seu primeiro mandato em Brasília. A depender das alianças nacionais, ele poderá tentar a reeleição ou o governo da Bahia. Hoje, no estado, o PSD é aliado do PT, que tem como pré-candidato ao governo local o senador Jaques Wagner. O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, estará na disputa.

RANDOLFE RODRIGUES (REDE): líder da oposição no Senado, Radolfe Rodrigues, estará em 2022 na metade do seu segundo mandato. Pelo menos publicamente, ele diz não ter a intenção de se candidatar ao governo do Amapá, mas essa possibilidade está, sim, no seu radar. Nacionalmente, com certeza fará campanha contra a reeleição de Jair Bolsonaro.

RENAN CALHEIROS (MDB): depois de passar dois anos submerso, Renan volta aos holofotes como provável relator da CPI mais importante da história recente do país. Em 2022, ele estará no meio do seu quarto mandato como senador. Certamente, apoiará fortemente a possível candidatura presidencial de Lula. Em Alagoas, seu filho é o atual governador, que poderá concluir o mandato ou sair antes para tentar uma vaga no Senado, brigando, por exemplo, com Fernando Collor de Mello (Pros), que buscará a reeleição. O atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), adversário dos Calheiros, deve tentar a reeleição como deputado federal, mas fará de tudo para emplacar o governador do estado.

TASSO JEREISSATI (PSDB): nos últimos dias, o tucano que já governou o Ceará e presidiu nacionalmente o PSDB surgiu como possível presidenciável em 2022, quando terminará o seu atual mandato de senador. Atualmente, Jereissati é aliado do atual prefeito de Fortaleza, Sarto (PDT). O atual secretário estadual de Saúde, Dr. Cabeto, é vice-presidente do PSDB no Ceará. No estado, quase ninguém acredita que ele deixará a política no ano que vem e arriscam que ele pode tentar nova reeleição.

SUPLENTES

ALESSANDRO VIEIRA (CIDADANIA): senador de primeiro mandato, Vieira se destacou logo no início da legislatura ao apresentar a CPI da Lava Toga, que até hoje não vingou. Ele preside o Cidadania em Sergipe, onde existe a possibilidade de concorrer ao governo em 2022. O senador faz oposição ao atual governador, Belivaldo Chagas (PSD), que está em seu segundo mandato.

ANGELO CORONEL (PSD): o senador baiano pretende concluir seu primeiro mandato como senador, iniciado em 2019. No ano que vem, vai apoiar, claro, o candidato do seu partido ou o da aliança que o PSD integrará na Bahia.

JADER BARBALHO (MDB): o senador paraense estará na metade do seu terceiro mandato em 2022, quando apoiará a reeleição de seu filho, Helder Barbalho (MDB), ao governo do estado.

LUIS CARLOS HEINZE (PP): o senador gaúcho eleito em 2018 como apoiador de Jair Bolsonaro é pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Heinze, nome forte da bancada do agronegócio, continua colado no presidente da República.

MARCOS DO VAL (PODEMOS): senador de primeiro mandato, Do Val não será candidato no ano que vem, nem sabe que grupo político apoiará no Espírito Santo. Ele tem dito que está “decepcionado” com a política.

ROGÉRIO CARVALHO (PT): o senador sergipano está no seu primeiro ano. Nos últimos dois anos, liderou a bancada do PT no Senado. Em 2022, apostando na candidatura presidencial de Lula, tentará chegar ao governo de Sergipe. No estado, ele já é tido como pré-candidato, embora publicamente diga que nada está definido.

ZEQUINHA MARINHO (PSC): eleito em 2018 na chapa de Helder Barbalho (MDB), Zequinha estará na metade do seu primeiro mandato como senador no ano que vem. Ele já foi vice-governador e sua relação com Helder azedou recentemente. Alguns de seus aliados no estado defendem que Zequinha, muito ligado aos evangélicos, candidate-se ao governo em 2022.

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