Lula diz que será “fiscal” de entregas: “Quem não quiser fazer cai fora”
Presidente cobra prazos para decisões do CNPE e afirma que acompanhará pessoalmente a execução das medidas aprovadas
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira, 6, que passará a cobrar pessoalmente prazos para a execução das medidas aprovadas pelo governo.
Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), ele disse que será “fiscal” das entregas e avisou: “Quem não quiser fazer cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”.
O CNPE é o principal órgão de assessoramento do presidente da República para a formulação das políticas e diretrizes nacionais de energia. Ele é vinculado à Presidência da República e presidido pelo ministro de Minas e Energia. Lula participou de uma reunião extraordinária do Conselho pela manhã.
“Nós queremos transformar este país numa potência econômica. Nós não queremos ficar dependendo da China, dos Estados Unidos. Nós queremos ser igual a eles ou melhor do que eles. Nunca pior. Nós temos trabalhador, temos estudante, temos mulheres, temos pesquisador, temos gente demais para fazer. E vai ser nesses quatro anos. Juscelino [Kubitschek] dizia: ‘Eu vou fazer 50 em cinco. Eu não quero fazer 50 em cinco”, disse o petista.
“Eu quero apenas em quatro anos tirar o Brasil no estágio de país em desenvolvimento e colocar o Brasil no estágio de Brasil desenvolvido, sem depender e ninguém para ele crescer e fazer as coisas. Por isso eu estou orgulhoso com essa reunião. Estou orgulhoso pelo nossos querido Conselho Nacional de Política Energética. Feliz o país que tem um conselho deste”.
Ele prosseguiu: “Que pode decidir as coisas, implementar as coisas e executar. Porque a partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber data de entrega. Quero saber em quanto tempo. Quem não quiser fazer cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”.
Ministérios do Lula 4
A montagem da Esplanada do quarto governo de Lula já mobiliza partidos de centro e de esquerda em busca de espaço.
PSD, União Brasil, PP e PSB têm pretensões sobre ministérios específicos ou sobre o tamanho de suas cotas, enquanto PCdoB espera preservar sua presença no primeiro escalão e, no Psol, o nome da deputada Talíria Petrone (RJ) começou a circular de forma ainda preliminar.
As movimentações estão em estágios diferentes e não significam que Lula já tenha aceitado os pedidos. Algumas siglas enviaram recados ao Palácio do Planalto, enquanto outras ainda discutem internamente nomes e áreas de interesse.
O PSD pretende ter pelo menos três ministérios no Lula 4. Como mostrou O Antagonista, a legenda trabalha para preservar Minas e Energia e Agricultura e gostaria que a terceira pasta tivesse uma estrutura de maior peso. Transportes e Cidades aparecem entre as possibilidades.
A avaliação dentro do partido é de que Alexandre Silveira possa permanecer por mais algum tempo em Minas e Energia e de que Carlos Fávaro retorne à Agricultura. Para o terceiro espaço, a sigla avalia avançar sobre áreas que, no terceiro mandato, estiveram sob influência de outras legendas.
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