Tereza Cristina quer conversar com Bolsonaro sobre candidatura à Presidência do Senado
Aliados da parlamentar também tem reclamado de atuação coordenada de aliados de Rogério Marinho nas redes sociais
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) pretende conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre sua candidatura à Presidência do Senado. Aliados da parlamentar, por sua vez, têm reclamado de uma suposta ação coordenada de apoiadores de Rogério Marinho (PL-RN), seu principal concorrente na direita na disputa contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele fazendo esse convite e atendendo àquele meu pedido anterior, acho ótimo. Vamos poder conversar, explicar a ele o que está acontecendo. Enfim, passar minha visão sobre o que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e a de Rogério Marinho”, declarou a senadora durante jantar de gala promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo. Na ocasião, ela foi homenageada como personalidade do ano.
Após a confirmação da candidatura de Marinho, na última quarta-feira, Tereza Cristina passou a receber mensagens de apoiadores do senador do PL nas redes sociais com pedidos para que desistisse da disputa. Em algumas publicações, a senadora é chamada de traidora de Bolsonaro.
Aliados da parlamentar reclamam dos ataques e suspeitam de uma ação coordenada por integrantes da ala ideológica do PL. Marinho, por sua vez, tem reiterado publicamente o respeito ao trabalho da senadora. O senador afirma que atua em conjunto com ela e que ambos decidirão, no início do próximo ano, qual candidatura terá melhores condições de enfrentar Alcolumbre.
Bastidor: Disputa pelo Senado: o acordo que pode unir Tereza Cristina e Rogério Marinho
Tereza Cristina se apresenta como uma alternativa capaz de reunir não apenas parlamentares da direita, mas também integrantes do centro que resistem a apoiar Marinho. O senador enfrenta resistências até mesmo dentro do PL.
Entre os possíveis votos contrários à candidatura de Marinho no partido está o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo aliados, ela tem manifestado preferência pelo nome de Tereza Cristina.
Nas contas do PL, Marinho teria cerca de 40 votos para a eleição. Alcolumbre, por sua vez, contabilizaria 48 apoios. O Senado tem 81 integrantes, e a disputa exige maioria absoluta de votos para a eleição em primeiro turno.
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