Disputa pelo Senado: o acordo que pode unir Tereza Cristina e Rogério Marinho
Ideia é que dupla controle, de forma conjunta, a Presidência da Casa e a Comissão de Constituição e Justiça
Senadores de oposição a Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela Presidência do Senado começam a discutir um acordo para viabilizar uma candidatura única contra o atual presidente da Casa, reunindo Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) em um mesmo bloco.
Os dois são pré-candidatos ao cargo, mas, por enquanto, nenhum pretende abrir mão da disputa. A divisão pode favorecer Alcolumbre, que busca a reeleição.
Na semana passada, Tereza e Marinho se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve consenso. A expectativa é que os dois voltem a conversar na próxima semana.
Uma das propostas em discussão prevê que, se Marinho disputar a Presidência do Senado, ele apoiará Tereza para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso Tereza seja a candidata ao comando da Casa, Marinho ficaria com o apoio dela para presidir o colegiado.
O arranjo tem precedente. Quando Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputou e venceu a eleição para a Presidência do Senado, em 2021, Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ.
A comissão é considerada a mais importante do Senado. Entre suas atribuições está a análise das indicações para o Supremo Tribunal Federal. Sem a aprovação da CCJ, as indicações de ministros do STF não avançam para votação no plenário.
As contas do PL para acabar com o reinado de Davi Alcolumbre
Como mostramos mais cedo, integrantes do PL acreditam que estariam próximos de conseguir o número mínimo de senadores para eleger o próximo presidente do Senado, em fevereiro do ano que vem.
Nas contas de integrantes da sigla, na largada, eles teriam em torno de 39 votos de aliados, faltando apenas três para liquidar a fatura. A expectativa é que o partido lance a candidatura de Rogério Marinho (RN) ainda nesta quarta-feira.
Nessa conta estão, por exemplo, 28 votos do próprio PL. Um vigésimo nono, o do senador Eduardo Gomes (PL-TO), é dúvida. Durante o final de semana, circulou a informação de que ele estaria de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Nem o PSD, nem o próprio Gomes confirmam, ao menos por enquanto, a mudança.
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Nessa lista, o PL também conta com dois votos do PP: um do senador eleito Guilherme Derrite (SP) e outro de Tereza Cristina (MS), que também pretende disputar a presidência da Casa.
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