Bolsonaro pede a Moraes autorização para visitas de Marinho e Tereza Cristina
Defesa solicita que encontros sejam marcados pelo relator, preferencialmente entre terça e quinta-feira, sob regras de segurança
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira, 5, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) o visitem na prisão domiciliar humanitária.
Os advogados pedem que as visitas sejam realizadas em datas a serem designadas por Moraes, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras, observadas as condições de entrada na residência, fiscalização e segurança vigentes.
O pedido ocorre no momento em que tanto Marinho como Tereza Cristina articulam apoio para disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre (União-AP) em 1º de fevereiro de 2027. O PL lançou a candidatura de Marinho na quarta-feira, 4.
Marinho é o atual líder da oposição no Senado. Ele e a senadora foram ministros no governo Bolsonaro.
O ex-presidente cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado pela Primeiria Turma do STF, em setembro do ano passado, na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Na última quinta-feira, 29, Bolsonaro já havia pedido a Moraes autorização para receber visita de Marinho, preferencialmente para algum dia entre 3 e 5 de novembro, mas o ministro não decidiu.
Anistia
No lançamento de sua candidatura ao comando da Casa, ele afirmou que a Presidência do Congresso permitirá colocar a proposta em votação e criticou o que chamou de pressões e constrangimentos sobre parlamentares.
“O Senado da República vai fazer valer a Constituição, que foi aviltada. Quando se trata de inviolabilidade de mandato parlamentar, não é um tema qualquer, não é uma questão menor. É se defender o parlamentar de perseguição, de pressão, de chantagem. É permitir que ele possa exercer o seu mandato com altivez, que ele possa falar o que sente e vocalizar o sentimento do seu eleitor”, declarou Marinho.
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