Defesa de Vorcaro vai ao gabinete de Fachin por pedido de liberdade
Encontro com juiz auxiliar está marcado para as 15h, enquanto solicitação para deixar a prisão segue sem análise no Supremo
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, se reunirá nesta terça-feira, 3, com um juiz auxiliar do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para tratar do pedido de liberdade apresentado pelo empresário. O encontro está marcado para as 15h na Corte.
Em 8 de outubro, a defesa pediu a Fachin que o ministro André Mendonça pudesse analisar requerimento de revogação da prisão preventiva. Os advogados afirmaram que esse e outros pedidos urgentes das defesas estavam em um “limbo” após a remessa do processo à Presidência da Corte.
O processo de Vorcaro está sob a relatoria de André Mendonça, mas acabou remetido à Presidência do STF por causa da crise envolvendo a condução das investigações pelo magistrado e as citações a integrantes da própria Corte. Em 3 de setembro, Fachin abriu a Petição 16.704 para examinar a regularidade dos procedimentos relacionados às apurações e às imputações envolvendo ministros do Supremo.
Em 12 de setembro, Fachin determinou que fosse enviado à Presidência a Petição 15.556, do caso Master.
Os advogados de Vorcaro afirmam que está pendente um pedido de revogação da prisão preventiva desde 18 de setembro.
No último dia 29 de outubro, Fachin decidiu que os autos do caso do Banco Master ficariam com ele por mais 90 dias. Nesse período, caberá ao magistrado preservar os autos, garantir a tramitação e decidir questões urgentes, como a revisão periódica de prisões preventivas.
Vorcaro é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, incluindo a negociação de carteiras de crédito com o BRB.
Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2025. Chegou a ser solto com medidas cautelares e voltou à prisão preventiva por decisão de André Mendonça em março de 2026. Na ocasião, o ministro acolheu pedido da Polícia Federal (PF) e apontou, entre os fundamentos, risco concreto de interferência nas investigações, além da necessidade de garantir a ordem pública, a instrução e eventual aplicação da lei penal.
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