Nove tartarugas-verdes raras foram rastreadas por satélite nas Galápagos e nenhuma delas saiu da reserva marinha de 198 mil km durante o estudo
Cinco das nove tartarugas passaram quase todo o tempo perto de uma única ilha, e as poucas viagens só aconteceram nos meses mais frios

O que você vai ver
- Que tartarugas foram rastreadas e por quem.
- O que torna essa morfologia de tartaruga-verde tão rara.
- O que o rastreamento por satélite revelou sobre os movimentos delas.
- Que exceções apareceram entre os indivíduos estudados.
- O que ainda falta descobrir sobre a espécie.
Nove tartarugas-verdes de uma morfologia rara foram rastreadas por satélite nas Ilhas Galápagos, e nenhuma delas deixou os limites da reserva marinha do arquipélago durante todo o período de acompanhamento.
Que tartarugas foram rastreadas?
A equipe, liderada por John W. Rowe, da Alma College, e Juan Pablo Muñoz-Pérez, da Universidad San Francisco de Quito, capturou nove adultos (sete machos e duas fêmeas) em águas rasas perto de quatro ilhas em 2015 e os acompanhou por satélite, via rede Argos, por até 418 dias cada um, publicando o estudo na revista Frontiers in Amphibian and Reptile Science.
Sea turtle taking a nap on an algae pillow. Sleeping sea turtles can stay underwater for 4–7 hours. https://t.co/08NN2MlGaD
— Nature is Amazing ☘️ (@AMAZlNGNATURE) May 26, 2024
Por que essa morfologia é rara?
As tartarugas de morfologia amarela são uma das duas formas geneticamente distintas da tartaruga-verde (Chelonia mydas), típica do Pacífico ocidental, enquanto a forma negra ocorre no Pacífico oriental; as Galápagos são o único lugar conhecido onde as duas formas compartilham as mesmas águas e se alimentam das mesmas plantas marinhas, e os filhotes amarelos crescem mais rápido que os negros, sugerindo diferenças fisiológicas ainda não totalmente entendidas.
O que o rastreamento revelou?
Nenhuma das nove tartarugas saiu dos limites da Reserva Marinha das Galápagos, de cerca de 198 mil quilômetros quadrados, durante o estudo, e todas mostraram forte preferência por habitats costeiros rasos, chegando ocasionalmente a cerca de 25 quilômetros da costa; cinco delas permaneceram quase todo o tempo perto de uma única ilha.
Que exceções apareceram?
Algumas tartarugas se deslocaram entre ilhas durante o período mais frio do ano, de abril a outubro: os exemplares batizados de Bernardo e Sara circularam entre Isabela e San Cristóbal, Leandro transitou entre Isabela e Española, e Ainoa chegou a visitar San Cristóbal, Santa Cruz e Isabela.
New in CCB! "Spatial and Thermal Ecology of Snapping Turtles (Chelydra serpentina) in a Small, Dystrophic Lake in Central Michigan" by John W. Rowe, William P. Mulligan, Chelsea E. Martin, Tyler M. Goerge, and Mark A. Bunce. https://t.co/tanDt5gdMV https://t.co/33RlhmRRHP
— Chelonian Conservation and Biology (@CCB_Journal) October 27, 2020
O que ainda falta descobrir?
Os pesquisadores não sabem se essas tartarugas fazem migrações mais longas em outras fases da vida, já que o estudo cobriu um período limitado, e o destino reprodutivo das fêmeas segue incerto, porque elas não são conhecidas por desovar nas praias das Galápagos e provavelmente ainda vão retornar a praias natais no Pacífico ocidental, movimento nunca observado diretamente.
Monitoramentos de longo prazo que revelam padrões de movimento inesperados em animais marinhos também aparecem na reportagem sobre a zona de subducção que cientistas flagraram se rompendo aos pedaços ao largo do Canadá.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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