As contas do PL para chegar à Presidência do Senado
Partido alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro conta com pelo menos 39 votos na reta inicial de campanha, traições no União serão determinantes
Integrantes do PL acreditam que estariam próximos de conseguir o número mínimo de senadores para eleger o próximo presidente do Senado, em fevereiro do ano que vem.
Nas contas de integrantes da sigla, na largada, eles teriam em torno de 39 votos de aliados, faltando apenas três para liquidar a fatura. A expectativa é que o partido lance a candidatura de Rogério Marinho (RN) ainda nesta quarta-feira.
Nessa conta estão, por exemplo, 28 votos do próprio PL. Um vigésimo nono, o do senador Eduardo Gomes (PL-TO), é dúvida. Durante o final de semana, circulou a informação de que ele estaria de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Nem o PSD, nem o próprio Gomes confirmam, ao menos por enquanto, a mudança.
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Nessa lista, o PL também conta com dois votos do PP: um do senador eleito Guilherme Derrite (SP) e outro de Tereza Cristina (MS), que também pretende disputar a presidência da Casa.
Os votos de Republicanos, Novo e até do MDB
Além dos 30 votos de PL e PP, o partido conta com pelo menos cinco votos do Republicanos: Damares Alves (DF), Alan Rick (AC), Evair de Mello (ES), Hamilton Mourão (RS) e Mara Rocha (AC).
A esses votos também se somam os três do partido Novo: Deltan Dallagnol (PR), Lahesio Bonfim (Novo) e Marcel Van Hattem (RS).
Na semana passada, o senador do MDB de SE Alessandro Vieira já deixou claro na tribuna que não votará em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Assim, são pelo menos 39 votos a favor de um candidato da oposição.
Outros nomes ainda são apontados como possíveis votos para Marinho, embora não haja uma certa absoluta de que eles poderiam integrar a oposição como no caso de Styvenson Valentim (Podemos), por exemplo. Outra possibilidade é o senador Mauro Mendes (União). Apesar de ele integrar o partido do atual presidente do Senado, e do próprio partido ter fechado questão pró-Alcolumbre, há dúvidas se ele irá acatar a orientação partidária.
Outro nome que é ventilado para a base oposicionista a Alcolumbre é Gracinha Caiado (União), esposa de Ronaldo Caiado, que disputou a presidência da República e fez palanque para Flávio Bolsonaro na reta final da campanha deste ano.
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