Moraes manda soltar desembargador acusado de vazar operação da PF
Macário Júdice Neto é suspeito de antecipar a Rodrigo Bacellar detalhes de ação contra TH Joias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 30, a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, preso desde dezembro de 2025.
Ele ficará sujeito a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.
Suspeita de vazamento
Macário é investigado por supostamente repassar informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
Segundo os investigadores, o desembargador teria antecipado detalhes da ação ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, que teria avisado TH Joias.
Defesa nega acusações
A defesa de Macário nega as acusações e afirma que medidas cautelares seriam suficientes.
“Desde o início, a defesa entendia que a prisão era desnecessária, que medidas cautelares eram suficientes. Pleito que foi reconhecido agora pelo STF. Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargador”, afirmou o advogado Patrick Berriel.
Os advogados também contestam um suposto encontro entre Macário e Bacellar em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, em setembro de 2025.
Segundo a defesa, dados de antenas de telefonia celular solicitados pela PF indicam que os dois não estiveram juntos naquele dia.
Denúncia no STF
Em agosto, a Primeira Turma do STF recebeu, por unanimidade, denúncia contra Macário, Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sobre uma operação contra o Comando Vermelho.
Macário foi preso na segunda fase da Operação Unha e Carne. Rodrigo Bacellar, também detido, está em um presídio federal e deverá ser transferido para uma unidade no Rio. TH Joias continua preso.
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