TSE diz ser “falsa” acusação de Flávio sobre retirada de fiscais do PL
Corte afirma que dois fiscais acompanharam teste de integridade e totalização e tiveram acesso livre às áreas permitidas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como “falsa“, nesta segunda-feira, 26, a afirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do partido teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Segundo a Justiça Eleitoral, dois representantes da legenda acompanharam o teste de integridade das urnas, a totalização e a divulgação dos resultados em áreas autorizadas do tribunal.
“Em entrevista concedida após a proclamação dos resultados das Eleições Gerais de 2026, na noite deste domingo (25), o candidato não eleito à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal (PL), legenda pela qual concorreu ao cargo, teriam sido retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A afirmação é falsa”, inicia a nota do TSE.
“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”.
A nota prossegue: “Neste domingo, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar. Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”.
O TSE conclui ressaltando que o resultado das eleições de 2026 foi anunciado na noite de domingo pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
A disputa entre Lula e Flávio foi marcada por forte polarização e terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória do petista representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
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