Mais de 200 km de uma importante rodovia serão duplicados em um projeto de R$ 2,7 bilhões que promete mudar o transporte entre 12 cidades e criar uma nova ligação de pistas duplas no interior brasileiro
A transformação ocorre por segmentos e já tem pistas entregues, enquanto obras de reconstrução e mudanças estruturais seguem em execução.
Viagens entre a região central e o entorno de Porto Alegre atravessam cidades, áreas agrícolas e corredores de caminhões. A duplicação da RSC-287, entre Tabaí e Santa Maria, prevê pistas duplas ao longo de cerca de 204,5 km, com execução progressiva e trechos já liberados.
Por que a RSC-287 é importante para 12 cidades?
A rodovia liga Tabaí a Santa Maria e funciona como corredor entre a Região Central do Rio Grande do Sul e o sistema de estradas que dá acesso ao entorno de Porto Alegre. Também atende áreas produtivas e trajetos diários de moradores.
A rede beneficia diretamente 12 cidades no recorte da concessão. Nas ligações regionais, automóveis e ônibus dividem espaço com caminhões, o que torna ultrapassagens e entradas urbanas pontos importantes do planejamento viário.

A duplicação de 204,5 km já está concluída?
Não. O edital original de concessão estabeleceu a duplicação dos 204,5 km da RSC-287, mas a execução foi dividida em etapas. A extensão contratada não equivale à quantidade de pista dupla disponível atualmente.
Em agosto de 2025, foram liberados seis quilômetros duplicados: quatro em Santa Cruz do Sul e dois em Tabaí. Esses trechos incluíram estruturas complementares de ligação e travessia, demonstrando que a ampliação envolve mais do que as novas faixas.
As intervenções previstas abrangem estes pontos:
Como são organizadas as obras em cada trecho?
Duplicar uma estrada exige preparação de terreno, drenagem, implantação de pavimento, sinalização e reorganização de entradas. Em pontos urbanos, marginais e passarelas podem ser necessárias para que a pista dupla não interrompa os deslocamentos dos moradores.
Parte da obra também depende de estruturas como pontes e viadutos. Em 2026, o corredor manteve frentes de terraplenagem, intervenções em drenagem e reconstrução de pontes, com alterações temporárias do tráfego em pontos específicos.
O orçamento continua sendo de R$ 2,7 bilhões?
Os R$ 2,7 bilhões pertencem à estimativa divulgada na assinatura do contrato original de 30 anos. Esse valor é uma referência histórica do projeto, e não necessariamente o orçamento atualizado de todas as obrigações previstas.
A concessionária Rota de Santa Maria passou a informar cerca de R$ 3,7 bilhões de investimento total ao longo da concessão. Comparar os dois números sem considerar o momento de divulgação confundiria bases contratuais distintas.
Que melhorias já podem ser observadas?
Em Santa Cruz do Sul, a primeira entrega incluiu quatro quilômetros de pista dupla, dois quilômetros de marginais, uma passarela e estruturas em desnível. Em Tabaí, foram liberados dois quilômetros de duplicação acompanhados de marginais, passarelas e retornos.
Os novos trechos não eliminam os segmentos de pista simples existentes entre eles. Por isso, a melhora da continuidade de circulação depende das próximas obras e da ligação efetiva entre os diferentes pontos duplicados.
O conjunto de obras se distribui em três frentes principais:
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Quando toda a ligação terá pistas duplas?
O planejamento de execução avança por etapas, sem que a extensão total possa ser considerada entregue. A concessionária indica a meta de disponibilizar cerca de 130 km duplicados até 2030, marco parcial de uma transformação maior.
Antes de cada liberação, é necessário concluir intervenções de engenharia e condições seguras de circulação. Para o motorista, a diferença entre a meta contratual e os quilômetros efetivamente abertos ao tráfego continuará sendo a informação mais relevante.
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