Fim da 6×1: Mudança é “gigante” para trabalhadores, diz Alcolumbre
Presidente do Senado afirmou que alteração exige ouvir trabalhadores e empregadores e que decisão final cabe ao Plenário
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira, 14, que a mudança da escala 6×1 para a 5×2 representa uma transformação “gigante” para quem trabalha e defendeu que a discussão considere tanto os trabalhadores quanto os empregadores e os diferentes setores da economia.
Em discurso no plenário antes da votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, Alcolumbre disse ter cumprido o compromisso de colocar a proposta em pauta e ressaltou que a decisão agora cabe aos senadores.
Ele ressaltou que havia assumido publicamente o compromisso de pautar a proposta apenas depois das eleições, para que os senadores pudessem decidir sobre o tema “com liberdade, consciência e convicção”.
“Hoje, cumpro a minha palavra. A matéria está na pauta para votação em primeiro turno no Senado Federal”, disse.
A proposta em discussão prevê a escala 5×2 como a máxima permitida, com dois dias de descanso garantidos. Segundo o presidente do Senado, a alteração pode parecer pequena à primeira vista, mas tem impacto significativo na rotina dos trabalhadores.
“Um dia a mais de descanso é mais tempo para a família. É mais tempo para acompanhar a vida dos filhos, para visitar os pais, para estar presente. É mais tempo para cuidar da saúde, praticar um esporte ou simplesmente descansar”, afirmou.
Alcolumbre ponderou, porém, que uma mudança dessa dimensão exige avaliação dos efeitos sobre diferentes setores da economia.
“É natural que existam posições diferentes. É legítimo que haja dúvidas e preocupações. Cabe ao Senado oferecer espaço para esse debate e decidir com seriedade”, pontuou.
Segundo Alcolumbre, cada senador deve votar “com a sua consciência, com o seu coração e com o seu livre-arbítrio”, e a Presidência da Casa tem a responsabilidade de respeitar essa liberdade e o resultado da votação.
Ao encerrar o discurso, ele afirmou que milhões de trabalhadores acompanhavam a sessão com expectativa pela possibilidade de conquistar um dia adicional de descanso.
“São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso”, declarou.
A PEC é uma das prioridades do governo Lula (PT) no Congresso. Se for aprovada, pode fortalecer a campanha do petista na eleição presidencial. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação, para que o texto seja aprovado pelo plenário da Casa Alta.
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