Campanha registra “Exército do Lula” como canal oficial no TSE
Petição desta terça informa ao tribunal o endereço eletrônico do grupo no processo de registro da candidatura de Lula
A campanha do presidente Lula (PT) à reeleição registrou nesta terça-feira, 13, o “Exército do Lula” como canal oficial da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em petição apresentada no processo de registro de candidatura do petista, os advogados comunicaram à Corte o endereço eletrônico do canal no WhatsApp – administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e criado após o primeiro turno para mobilizar apoiadores de Lula na reta final da campanha.
A petição foi apresentada após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, voltar nesta terça a impor restrições ao canal, condicionando sua retomada ao cumprimento de exigências da Justiça Eleitoral.
Nunes Marques estabeleceu que o endereço do canal deveria ser informado à Justiça Eleitoral no processo de registro da candidatura ou da coligação à qual estiver vinculado. Depois da comprovação da medida, deverá ser observado o prazo de 48 horas previsto na regulamentação eleitoral.
A decisão também prevê a possibilidade de responsabilização do administrador do canal, da coligação e dos candidatos responsáveis pelo registro da ferramenta. Eventuais punições serão analisadas em processos próprios, segundo o despacho de Nunes Marques.
Ele ainda proibiu a divulgação de eventuais conteúdos que sejam classificados como fake news ou de materiais que foram excluídos por determinação do TSE.
Além disso, o presidente do TSE também ressaltou que os canais de WhatsApp de Flávio também passarão pelos “mesmos critérios de acompanhamento, comparação de conteúdos e encaminhamento à autoridade competente”.
Reunião com as campanhas
O presidente do TSE vai se reunir nesta terça-feira com representantes das campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O encontro está marcado para as 15h30 e será fechado, sem previsão de cobertura pela imprensa. Nunes Marques pretende buscar a colaboração das duas campanhas para conter a disseminação de informações falsas na reta final do segundo turno da eleição presidencial.
O encontro ocorre após uma sequência de decisões da Justiça Eleitoral envolvendo acusações de disseminação de informações falsas pelas duas campanhas.
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