Roberto Reis na Crusoé: O medo requentado
"Exército de Lula", criado por André Janones, enfrentará cidadãos capazes de interromper a corrente
Antes de prometer mirabolantes milhões de votos para Lula, André Janones poderia explicar o desaparecimento de dois terços dos próprios votos.
O homem que se oferece para virar a eleição acaba de derreter como bala no sol, nas urnas.
Em 2022, Janones recebeu 238.967 votos. Agora, 78.780. Perdeu 160.187, uma queda de incríveis 67%.
Foi reeleito, mas argumenta que priorizou Lula, sem fazer campanha própria.
A justificativa não apaga a distância entre sua ambição digital e seu desempenho eleitoral.
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, impulsionado por Janones após o primeiro turno, ultrapassou 1,5 milhão de inscritos até 7 de outubro.
André diz que pretende chegar a 3 milhões. Mas, para conquistar novos votos, a mensagem precisa atravessar essa enorme bolha de opiniões parecidas, carregando algo que nenhum administrador de canal consegue adicionar por convite: confiança e credibilidade.
Esse é o problema do comandante do medo.
Em 2023, ele lançou o livro Janonismo Cultural, sobre sua atuação na campanha anterior. Ao defender seu método ousado, declarou: “Eu manipulo sim a informação”.
Admitiu métodos “eticamente duvidosos”, embora negasse produzir fake news e preferisse chamar sua prática de blefe.
Minha convicção é que esse tipo de estratégia assanha mais a base do que conquista quaisquer novos eleitores.
Em junho deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a retirada de uma publicação de Janones contra Flávio Bolsonaro.
Segundo André Mendonça, o conteúdo imputava crimes graves sem apresentar provas que sustentassem as acusações.
A fabricação de suspeitas…
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Comentários (1)
Odeio esse cara.