Ódio ao PT impede sociedade de enxergar o que Flávio representa, diz Ana Elisa
Deputada federal eleita pelo PT-MG cita acusações contra senador do PL e pede que eleitores relembrem seu histórico
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira, 7, que a rejeição ao lulismo e ao petismo estaria impedindo parte da sociedade de avaliar o que significaria uma eventual Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao comentar a disputa de segundo turno, ela defendeu que os eleitores relembrem episódios e acusações envolvendo o senador antes da votação.
“Eu acho que a sociedade precisa lembrar quem é Flávio Bolsonaro. Neste momento, é o momento de nós lembrarmos a pessoa, o que significa o Flávio Bolsonaro assumir a Presidência da República, dia 6 de janeiro, que será a posse do próximo presidente da República. Então trazer, a imagem de quem é Flávio Bolsonaro”, disse a petista em entrevista a jornalistas.
“É uma pessoa envolvida com milícia, que está envolvida no Banco Master. É uma pessoa que tem esquema de rachadinha, é uma pessoa das piores circunstâncias”, acusou.
“Então, acho que talvez a sociedade, o ódio que a sociedade está pelo lulismo, pelo petismo, não está deixando a sociedade enxergar o que significa ter Flávio Bolsonaro como presidente da República”.
Ana Elisa foi a candidata a deputada federal mais votada em Minas Gerais nas eleições de 2026 e o segundo nome na disputa por uma vaga na Câmara mais votado no estado, atrás apenas do já deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Ela recebeu 524.219 votos. A petista tem 21 anos, é natural de Divinópolis (MG), estudante de Direito e influenciadora digital. Disputou sua primeira eleição em 2026.
Bancada recorde
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou nesta quarta-feira a eleição de 109 mulheres para a Casa a partir de 2027, a maior bancada feminina da história.
Em publicação no X, ele classificou o resultado como uma “conquista inédita para nossa democracia” e destacou o crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura.
“A nova composição da Câmara dos Deputados traz uma conquista inédita para nossa democracia: a partir de 2027, teremos a maior bancada feminina da história. Foram 109 deputadas eleitas, um crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. Mais mulheres no Plenário significam mais vozes no diálogo e mais força para pautas que fazem diferença na vida das brasileiras e de suas famílias”, escreveu Motta.
O número de mulheres eleitas para a Câmara subiu, mas a representação feminina entre os deputados permanece abaixo da proporção da população, visto que as mulheres são mais de 51% da população brasileira.
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