Crusoé: Reduzir abstenção não salvará Lula
"O presidente está sem saída para este segundo turno", afirma o cientista político Bruno Soller, da Realtime Big Data
A estratégia desenhada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para tentar reverter a derrota no primeiro turno inclui uma campanha da militância petista para reduzir a abstenção, que foi de 21% no primeiro turno.
Uma cartilha foi divulgada pelas redes sociais para orientar a militância nesse tête-à-tête com a população.
Contudo, reduzir o número de abstenção é uma tarefa inglória.
Boa parte do eleitor brasileiro que não foi votar no dia 4 de outubro fez isso de maneira consciente. Prova disso é a porcentagem baixa de brancos e nulos na comparação com outras eleições. Foram 4,5% este ano.
Na década de 1990, o índice de brancos e nulos era de 19%. Ou seja, o eleitor ia votar a contragosto. Isso não acontece mais.
Mas, mesmo que o PT consiga reduzir a abstenção, nada garante que Lula será beneficiado por isso.
“A abstenção foi maior em São Paulo do que no Nordeste brasileiro. São Paulo teve 22% de abstenção, enquanto estados como o Ceará tiveram 17%“, afirmou Bruno Soller, cientista político da Realtime Big Data, parceira de O Antagonista no Lulômetro.
Segundo ele, muitos eleitores do estado de São Paulo queriam votar em candidatos da terceira via, como Romeu Zema, Augusto Cury, Renan Santos ou Ronaldo Caiado, mas desistiram ao ver Flávio e…
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