União Progressista vai anunciar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Federação havia adotado neutralidade no primeiro turno, após União Brasil e PP anunciarem o desembarque do governo Lula em 2025
A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciará na tarde desta terça-feira, 6, apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, conforme apurou O Antagonista.
A adesão a Flávio marca uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a União Progressista optou pela neutralidade e liberou seus integrantes para fazer alianças locais.
A federação já havia se afastado formalmente do governo Lula (PT) em setembro de 2025, ao determinar que filiados deixassem cargos no Executivo. A ordem provocou resistência dos então ministros Celso Sabino e André Fufuca, que permaneceram no governo e acabaram punidos pelas respectivas siglas.
A neutralidade da federação no primeiro turno impediu que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) fosse escolhida como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio.
Flávio foi para o segundo turno como o candidato a presidente mais votado, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% de Lula (53,87 milhões).
A disputa presidencial de 2026 chegou ao primeiro turno marcada principalmente pela polarização entre Lula e Flávio. Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 12 candidaturas à Presidência. A chapa de Pablo Marçal (PRTB), inicialmente apresentada, acabou barrada pela Justiça Eleitoral por problemas relacionados à filiação partidária.
Além de Lula e Flávio, concorreram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata).
Apesar do número de candidaturas, os levantamentos da reta final mostraram Lula e Flávio concentrando a maior parte das intenções de voto.
A campanha também revelou uma divisão regional pronunciada. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de outubro, Lula aparecia numericamente à frente no Nordeste e no Norte, enquanto Flávio liderava no Sul e no Centro-Oeste e estava numericamente à frente no Sudeste, dentro da margem de erro.
No Nordeste, Lula tinha 62% contra 26% de Flávio; no Sul, a relação se invertia, com 52% para Flávio e 27% para Lula. No Centro-Oeste, o placar era de 45% a 32% para o candidato do PL.
Os demais presidenciáveis tentaram romper essa concentração. Caiado apostou sobretudo em sua experiência como governador de Goiás, Zema na trajetória à frente de Minas Gerais, enquanto Cury e Renan Santos buscaram espaço fora dos dois principais polos. Ainda assim, nenhum deles chegou à reta final com desempenho nacional próximo ao dos candidatos de PT e PL.
Na última pesquisa AtlasIntel antes da votação, inclusive, uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio aparecia em empate técnico: 50,1% a 49,9% dos votos válidos, com margem de erro de um ponto.
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