Janones se reelege, mas perde 67% dos votos em Minas
Reeleito para o terceiro mandato, deputado da Rede teve 78,8 mil votos; em 2022, pelo Avante, havia somado quase 239 mil
André Janones (Rede) foi reeleito deputado federal por Minas Gerais neste domingo, 4, mas com uma votação bem menor do que a registrada em 2022.
O parlamentar recebeu 78.777 votos, equivalentes a 0,69% dos válidos, contra 238.967 votos há quatro anos, quando ainda estava no Avante. A diferença é de 160.190 votos, uma queda de cerca de 67%.
Janones é aliado do presidente Lula (PT), que foi para o segundo turno da eleição presidencial atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Após os resultados do pleito, ele escreveu no Instagram, no domingo, que o petista “será reeleito”. “Eu garanto isso a vocês! A guerra está só começando!”.
O deputado da Rede vai para seu terceiro mandato. Em Minas Gerais, o candidato a deputado federal mais votado foi Nikolas Ferreira (PL), aliado de Flávio.
Ele recebeu 3.119.318 votos. Aos 26 anos, Nikolas tornou-se o candidato a deputado federal mais votado do país em 2026 e o mais votado da história do estado.
Ele começou sua trajetória política em 2020, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte e se tornou o segundo mais votado para a Câmara Municipal. Dois anos depois, em 2022, deixou o Legislativo municipal para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
No primeiro mandato em Brasília, consolidou-se como uma das principais vozes da direita nas redes sociais e como um dos parlamentares mais alinhados ao bolsonarismo.
Eleição para governador
Em relação à eleição para governador de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) foi eleito no primeiro turno.
A candidatura de Cleitinho foi um dos episódios que mais movimentaram a campanha deste ano.
Cleitinho Azevedo anunciou, em 3 de agosto, que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e do presidente do partido em Minas, Euclydes Pettersen, Cleitinho afirmou que não tinha condições emocionais de enfrentar a campanha após a morte do irmão, ocorrida em 18 de julho.
“Não adianta entrar na campanha agora do jeito que eu tô. Não adianta eu querer cuidar de vocês se não tô cuidando de mim, cuidando da minha família.”
Emocionado, o senador também pediu desculpas ao partido e disse que preferia interromper o projeto eleitoral para cuidar da família.
Um dia depois, Cleitinho Azevedo voltou a pedir para concorrer ao governo de Minas Gerais.
“Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou? Então eu peço aqui, humildemente, que o presidente possa me dar essa vaga, porque eu não vou decepcionar o povo mineiro”, disse o senador mineiro, durante a convenção nacional do Republicanos.
Cleitinho pediu ao partido que reconsiderasse a decisão, mas teve o pedido inicialmente rejeitado por Marcos Pereira.
O partido chegou a escolher o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como alternativa para a disputa. Falcão, porém, aliado de Cleitinho, passou a defender o retorno do senador à cabeça da chapa.
O Republicanos recuou e decidiu lançar Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais em 7 de agosto.
Segundo o Republicanos, a mudança ocorreu após Cleitinho reconhecer “equívocos cometidos” durante o processo de definição da candidatura e apresentar desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas.
Ainda de acordo com a legenda, o senador se comprometeu a disputar a eleição sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral do partido.
A candidatura de Cleitinho foi finalmente registrada em 14 de agosto.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)