Crusoé: Guerra santa
Fake news sobre Aparecida divide a sociedade, mas tem efeito marginal nas pesquisas
A reta final de campanha é o momento mais propício para as fake news.
É quando candidatos mal-intencionados podem influenciar os eleitores com mentiras, sem dar tempo hábil para as autoridades tomarem atitudes a respeito. Quando a artimanha é descoberta, os votos já foram contados e não há como voltar atrás.
Em março deste ano, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu as regras para esta eleição, o principal temor era de que as fake news viriam por obra da inteligência artificial (IA). Proibiu-se que qualquer candidato ou pessoa pública divulgasse conteúdo feito com IA nas 72 horas antes do pleito.
Mas a maior fake news desta eleição não veio pela inteligência artificial. Veio pela mão do presidente Lula, de jornalistas, de um empresário-humorista, de servidores do Palácio do Planalto, de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e de políticos governistas.
Fake news da direita
As fake news de cunho religioso começaram a aparecer ainda na eleição de 1989, quando se espalhava a história de que Lula, o “candidato do demônio”, fecharia igrejas e perseguiria evangélicos.
O boato tem retornado, com alguma variação, a cada quatro anos. No pleito de 2022, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL) retomou a história na Marcha para Jesus no Rio de Janeiro: “No púlpito, eu não sou político, eu sou pastor. E, como pastor, eu tenho que alertar o meu rebanho que tem um lobo nos rodando, um lobo que quer tragar as nossas ovelhas. Existem muitas formas de se fechar uma igreja…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)