Crusoé: Gilmar tentou ajudar Lula?
Inclusão de Renan Santos em debate na Globo levou à desistência de Flávio Bolsonaro e cancelamento do evento
O cancelamento do debate presidencial desta quinta, 1º de outubro, pela TV Globo foi a decisão mais acertada da emissora.
A profusão de decisões judiciais contraditórias foi tão grande que era inviável seguir com um evento, o qual poderia ter desdobramentos negativos na Justiça.
A legislação só obrigava que a emissora convidasse candidatos cujo partido tivesse mais de 5 membros no Congresso.
Mas esse não era o caso do partido Missão, de Renan Santos.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), agiu corretamente ao indeferir um pedido do partido Missão para que Renan participasse do debate.
Primeiro, segundo ela, quem deveria cuidar disso era a Justiça eleitoral, não o STF.
Segundo, não tem cabimento uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), que deve ter consequências para toda a sociedade, quando o pedido é para ajudar uma pessoa específica, Renan Santos.
Quando Gilmar Mendes entrou em cena nesta quinta com uma decisão em cima da hora para obrigar a Globo a convidar Renan Santos, o decano atropelou não apenas a colega Cármen Lúcia, como esses princípios mais elementares do direito que estão presentes na nossa legislação.
Para Gilmar, o fato de Renan estar bem colocado nas pesquisas faz com que ele esteja automaticamente convidado para o debate.
Só que isso não está em nenhuma lei ou resolução do TSE.
A norma que rege os convites é a que pede um mínimo de cinco parlamentares no Congresso.
Gilmar não agiu assim para favorecer Renan, que se comportou como uma criança mimada em todo esse processo.
Tampouco está preocupado com a liberdade de expressão ou o pluralismo político, como ele alega em sua decisão.
O fim último das últimas decisões dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre Moraes no STF é garantir a reeleição de Lula, para com isso manter o controle que eles têm na Corte e limitar a autoridade de André Mendonça, relator dos inquéritos sobre desvios no STF e do caso Banco Master.
Ao incluir Renan no debate, Gilmar sabia..
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