“Censura no seu mais alto grau”: Flávio reage ao cancelamento do debate da Globo
Candidato do PL afirmou que decisões judiciais interferiram no encontro e acusou Lula de usar aliados no Judiciário para impedir o debate
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o cancelamento do debate da Globo nesta quinta-feira, 1º, e voltou a classificar como “censura” as decisões judiciais que alteraram as regras do encontro. Em transmissão pelo YouTube, o senador afirmou que estava preparado para participar do debate quando novas determinações do Judiciário foram divulgadas.
Flávio afirmou que estava com sua equipe a caminho dos Estúdios Globo para participar do encontro, previsto para três dias antes do primeiro turno, quando foram anunciadas as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Decisões subsequentes seguidas a poucos minutos do debate, instaurando oficialmente a censura nessas eleições”, afirmou.
A ministra Estela Aranha, do TSE, havia determinado que a Globo não poderia exibir o púlpito vazio reservado a Lula (PT), que havia informado que não participaria do debate. A decisão também proibiu que os candidatos presentes dirigissem perguntas ao petista durante o programa.
Para Flávio, a decisão representou uma interferência no formato definido pela emissora.
“A proibição de se mostrar um púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil, uma decisão obrigando a Globo a retirar o púlpito de lá. E pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula, a censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos”, declarou.
“O Lula usa os seus amigos no Judiciário”
O candidato também afirmou que o cancelamento do debate foi consequência das decisões judiciais e acusou Lula de utilizar aliados no Judiciário para interferir no processo eleitoral.
“Então o Lula não só não vai no debate como ele usa os seus amigos no Judiciário para impor a censura ao debate da Rede Globo”, disse.
A Globo anunciou o cancelamento do debate depois das decisões judiciais e da desistência de Flávio. O presidente Lula (PT) já havia informado que não participaria do encontro e decidiu conceder uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário.
Além da decisão sobre o púlpito de Lula, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate. A medida ocorreu após decisões anteriores que haviam impedido a presença do candidato.
“Vamos resolver essas eleições”
Após comentar o cancelamento, Flávio convocou seus apoiadores a defenderem o que chamou de liberdade de imprensa e liberdade de manifestação.
“Nós vamos defender a liberdade de imprensa, a sua liberdade de se manifestar nas redes sociais de forma livre. A liberdade de você escolher o seu candidato sem interferência no Judiciário”, afirmou.
O candidato também pediu que os seguidores compartilhassem a transmissão e repetissem a frase “Censura nunca mais”.
Na sequência, Flávio afirmou que o episódio deveria ser levado em consideração pelos eleitores no primeiro turno.
“Se você tava pensando em não votar, se você tá pensando que essa eleição não é tão importante, olha a gravidade do que tá acontecendo”, disse.
Flávio encerrou a transmissão defendendo sua candidatura e afirmando que, na avaliação dele, somente sua candidatura poderia derrotar Lula no primeiro turno. Também afirmou que pretende indicar ministros para o STF caso seja eleito.
“Somente Flávio Bolsonaro tem condições de vencer o Lula já no primeiro turno para começar a consertar esse país a partir da próxima segunda-feira”, declarou.
O debate da Globo seria o último confronto entre os candidatos antes do primeiro turno, marcado para domingo, 4. Com a desistência de Flávio e a ausência de Lula, a emissora cancelou o programa
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
01.10.2026 22:35Esta é mais uma prova que Bolsonaro foi julgado e preso pelo PT. O STF é subserviente ao “descondenado” que foi guindado a Presidente por obra de um Supremo impregnado de incompetentes.