STF já é o grande derrotado da eleição
Vandalizado pelos próprios ministros, Supremo precisará ser reconstruído depois desta eleição para voltar a ter alguma serventia para o Brasil
Independente de quem será eleito presidente da República na eleição deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixará o pleito como o grande derrotado.
Sob a alegação de evitar interferência de colegas no processo, o decano do tribunal, Gilmar Mendes à esquerda na foto), e Flávio Dino foram muito além da rígida e controversa atuação de Alexandre de Moraes em 2022 e direcionaram decisões claramente em benefício de Lula, para liberar o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família e liberar mentiras evidentes, além de melar o debate da TV Globo em benefício do petista.
Esses mesmos ministros evitaram a abertura de investigação sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, também sob a alegação de que a comprovação da relação entre o ministro do STF e o ex-banqueiro do Master foi trazida a público por motivos eleitorais.
Dino tentou justificar as intervenções eleitorais, feitas a partir de petições teleguiadas direto para suas mãos, mas usou exemplos ruins, até porque é injustificável o que ele e Gilmar fizeram.
Filtro desrespeitado
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin (à direita na foto), anunciou a criação de um filtro para evitar a escolha de juízes por meio de processos antigos. Mas o decano do STF, que não é exemplo para ninguém, seguiu despachando sobre questões eleitorais no fim de semana.
Gilmar cassou uma decisão que dava direito de resposta ao senador Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, passando por cima do filtro de Fachin.
Esses ministros do STF perderam qualquer pudor numa tentativa de autopreservação que vem desde a derrubada da Operação Lava Jato e desembocou no escândalo do Banco Master.
Auxílio
No cenário de reeleição de Lula, caberá a esses juízes tentar levar o governo do petista até o final, como ocorreu neste terceiro mandato, aliás. Diante de um Congresso Nacional hostil, Lula buscou auxílio do Supremo diversas vezes para reverter suas derrotas no parlamento.
No cenário de eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), projeta-se a realização do primeiro processo de impeachment de um ministro do STF, mas o risco é que a correção do tribunal fique por aí, com a entrega da cabeça de apenas um ministro, em nome de uma acomodação.
O STF precisará ser reconstruído depois desta eleição, pois foi submetido por seus próprios membros a uma sessão de vandalismo judicial que dificilmente será superada no futuro.
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Comentários (2)
Contribui fortemente para a polarização do país!!!!!!!!
Joaquim Duran
04.10.2026 13:26Escárnio, como disse o professor Dennys.