Fluminense pede transição antes de proibição das bets
Clube afirma que mudança abrupta pode gerar prejuízos aos clubes e favorecer o mercado clandestino
O Fluminense divulgou nesta sexta-feira, 25, uma nota com sugestões e ponderações contra a decisão do governo Lula de proibir as bets no Brasil.
O clube afirmou que o debate sobre a proibição das apostas é legítimo, mas defendeu que uma eventual mudança considere a segurança jurídica, os impactos sobre os contratos em vigor, o financiamento do esporte e a arrecadação pública.
Segundo o Fluminense, uma mudança abrupta pode gerar prejuízos para empresas e terceiros que cumpriram a regulamentação e firmaram contratos contando com os recursos das apostas. O clube citou como exemplo o estoque de camisas com a marca de seu patrocinador master.
Além disso, o clube argumentou que a proibição das apostas pode favorecer o mercado clandestino, que, segundo o Fluminense, atuaria sem fiscalização, tributação ou proteção ao apostador.
No fim da nota, o Fluminense defendeu a adoção de um período de transição adequado caso a proibição seja mantida.
Leia a íntegra da nota do Fluminense:
“O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:
• Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia.
• Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador. • Impacto no esporte: os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube.
• Arrecadação pública: o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte.
Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa.”
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