Crusoé: Sem fôlego
Lula chega ao primeiro turno mais fraco que em 2022 e em modo desespero. E mais: Sujeira suprema e A eleição sob a toga
O presidente Lula encara sua sétima eleição presidencial no domingo, 4 de outubro.
Apesar da injeção de 278 bilhões de reais em recursos públicos para conquistar eleitores, ele chega mais fraco à disputa do que estava em 2022, quando fazia oposição ao presidente Jair Bolsonaro.
As medidas populistas adotadas na semana passada, como aumento de 15% do Bolsa Família e a distribuição de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS), não fizeram nem cócegas nas pesquisas de intenção de voto.
Esta semana, Lula apareceu numericamente atrás de Flávio nas simulações de segundo turno da Realtime Big Data e da Quaest. Lula ficou apenas um ponto à frente na BTG Nexus e 0,3 ponto na AtlasIntel.
O agregador de pesquisas PollingData, do estatístico Neale el-Dash, comparou o desempenho nas simulações de segundo turno de Flávio e o presidente esta semana com o de Jair Bolsonaro e do opositor Lula no mesmo momento do ano, em 2022.
Em setembro de 2022, Lula estava dez pontos à frente de Jair Bolsonaro. O petista aparecia com 50% e Jair Bolsonaro com 40%. A situação na quinta, 24 de setembro, era muito diferente. Lula e Flávio estavam empatados com 45%.
A preocupação para Lula é que, naquele ano de 2022, ele ganhou de Jair Bolsonaro por menos de 2 pontos percentuais de vantagem no segundo turno. E isso mesmo com uma vantagem de 3 pontos às vésperas do segundo turno, no agregado da PollingData. O último Datafolha antes do pleito dava uma dianteira ao petista de quatro pontos. O Ipespe, de seis.
Se Lula não conseguir retomar uma vantagem nas pesquisas, suas chances seriam menores no segundo turno, dizem Duda Teixeira e Wal Lima em “Sem fôlego”, a reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Sujeira suprema”, Rodolfo Borges conta que, na tentativa de proteger Alexandre de Moraes, os ministros do Supremo Tribunal Federal jogam holofote sobre as nebulosas condutas de membros da Corte e seus familiares.
Em “A eleição sob a toga”, Guilherme Resck mostra como campanhas de vários níveis focam na crise institucional no STF para mobilizar eleitores.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (Lula é menor do que imagina), Clarita Maia (Liderança em segurança não se proclama), Márcio Coimbra (O tabuleiro Washington-Pequim), Dennys Xavier (Mieza, onde Aristóteles ensinou Alexandre), Igor Sabino (O velho antissemitismo cristão, 60 anos depois), Maristela Basso (Nós, os outros), Roberto Ellery (Nacionalismo de chuteiras), Josias Teófilo (A ópera feita por quem ama ópera) e Rodolfo Borges (Liberdade para errar).
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