Renan: “Ministros envolvidos no escândalo Master precisam ser afastados, presos”
Candidato da Missão a presidente da República se manifestou após início de julgamento do caso Alexandre de Moraes-Vorcaro
O candidato da Missão a presidente da República, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira, 16, o afastamento e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estiverem envolvidos no caso do Banco Master. A manifestação ocorreu durante um evento da campanha em Londrina (PR).
Segundo o candidato, a superação da crise institucional no STF exige um chefe do Executivo que não tenha pendências jurídicas ou compromissos pregressos, permitindo que a Presidência exerça pressão legítima junto à opinião pública e ao Congresso.
“Todos os ministros envolvidos no escândalo Master precisam ser afastados, presos. O próximo presidente da República não pode ter nenhum tipo de rabo preso ou envolvimento nesses escândalos, de modo a ter total liberdade para mobilizar o Senado e a população pela queda desses magistrados”, declarou.
Renan defende uma reformulação completa do STF, focada em três diretrizes centrais. Entre elas:
- Critérios rígidos de nomeação, com o fim de escolhas políticas de perfil transacional, condicionando futuras indicações exclusivamente a nomes de reputação ilibada e comprovada independência técnica;
- Redução de prerrogativas, com enxugamento dos poderes monocráticos e da amplitude de competências do STF para evitar interferências diretas no jogo político; e
- Restauração do sistema de freios e contrapesos, com garantia de que o Senado Federal exerça com autonomia sua função constitucional de fiscalizar a Corte, quebrando o mecanismo pelo qual processos judiciais envolvendo parlamentares acabam inibindo ações de controle sobre os ministros.
A defesa da responsabilização criminal de integrantes do STF envolvidos com o Master ocorreu um dia depois de a Corte dar início ao julgamento do processo contendo o relatório da Polícia Federal (PF) com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Ontem, os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes contra o rito de tramitação do processo que o presidente do STF, Edson Fachin, estabeleceu. Porém, o julgamento foi suspenso devido a um pedido de vista de Flávio Dino.
A sessão foi marcada por bate-bocas entre os integrantes do STF.
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