Donos de veículos elétricos terão de declarar a quilometragem e pagar um imposto adicional por cada distância percorrida
A nova regra muda a forma como proprietários de veículos elétricos poderão ser cobrados
Um carro elétrico que roda todos os dias poderá pagar mais imposto do que outro que quase não sai da garagem. A partir de 1º de abril de 2028, um novo modelo de cobrança vai usar a distância percorrida como base e exigirá que o proprietário informe a quilometragem do veículo ao sistema fiscal.
Em qual país os carros elétricos pagarão imposto por quilometragem?
A cobrança será aplicada no Reino Unido e recebeu o nome de Electric Vehicle Excise Duty, ou eVED. Ela será adicionada ao imposto anual já cobrado dos veículos, o VED.
O HM Revenue & Customs confirmou a implementação para 1º de abril de 2028. O governo publicou em julho de 2026 a política e a minuta legal que detalham o novo sistema.

Quanto cada carro terá de pagar por milha percorrida?
Carros totalmente elétricos pagarão inicialmente 3 pence por milha, enquanto híbridos plug-in pagarão 1,5 pence. Modelos movidos a hidrogênio também entram na faixa de 3 pence por milha.
Para um elétrico que percorra 8 mil milhas por ano, cerca de 12,9 mil km, a cobrança inicial ficaria em aproximadamente £240 anuais, sem contar o imposto veicular comum.
Como o governo saberá quantos quilômetros o carro percorreu?
O proprietário informará a leitura do hodômetro e uma estimativa do uso para o período seguinte. Depois, uma nova leitura será usada para comparar a previsão com a distância realmente percorrida.
A resposta oficial do governo britânico também prevê verificação anual da quilometragem, normalmente no MOT, a inspeção periódica dos veículos no país, ou em datas ligadas ao registro nos carros mais novos.
- Leitura inicial: o motorista informa a quilometragem registrada no painel.
- Estimativa: declara quanto espera rodar durante o próximo período.
- Pagamento: o valor pode ser distribuído conforme as opções previstas no sistema.
- Acerto: a leitura seguinte corrige diferença entre a previsão e o uso real.
Todo veículo elétrico entrará na nova cobrança?
Não. A primeira aplicação é voltada a carros registrados no Reino Unido, e não a todas as categorias de veículos elétricos. Vans, ônibus, motos, ônibus rodoviários e caminhões ficaram fora da etapa inicial.
Carros elétricos a bateria e híbridos plug-in entram diretamente. O governo também confirmou os modelos a hidrogênio na tarifa dos elétricos e os veículos com extensor de autonomia na tarifa dos híbridos plug-in.
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Por que o Reino Unido decidiu cobrar por distância?
O governo quer recuperar parte da receita que cai à medida que carros elétricos substituem modelos a gasolina e diesel. Veículos a combustão já geram arrecadação conforme usam combustível, enquanto elétricos não pagam um equivalente por quilômetro rodado.
O Tesouro britânico afirma que o novo imposto foi desenhado para manter uma diferença favorável aos elétricos. A tarifa inicial de 3 pence por milha corresponde a cerca de metade da carga média por milha atribuída ao imposto sobre combustíveis.
Também não haverá exigência de rastreador permanente no carro. O governo estuda uma opção futura para veículos conectados enviarem dados automaticamente, mas a adesão deverá ser voluntária.
Para o motorista brasileiro, o ponto central é simples: a nova obrigação não vale no Brasil. O que muda é o modelo britânico, que passará a cobrar parte do imposto conforme o carro efetivamente roda.
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