A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares

22.10.2026

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A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares
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A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares

Mineração em escala mundial e biodiversidade amazônica convivem em um território que transformou também a história de uma cidade inteira.

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A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares
A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares - Imagem Ilustrativa

Uma mina gigantesca, cercada por floresta amazônica, ajudou a transformar um antigo povoado em uma das cidades que mais cresceram no sudeste do Pará. Com 305.771 habitantes estimados em 2025, Parauapebas reúne o complexo mineral de Carajás e uma extensa área protegida federal marcada por biodiversidade, cavernas e vegetação de canga.

Por que a maior mina de ferro a céu aberto do mundo fica em Parauapebas?

O complexo Carajás/Serra Norte, operado pela Vale em Parauapebas, é descrito pela companhia, pela NASA e por órgãos públicos como a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo. A operação comercial começou em 1985, após a descoberta das jazidas em 1967.

O minério segue pela Estrada de Ferro Carajás até o Maranhão. O Plano de Manejo da Floresta Nacional de Carajás identifica o mirante de N4 como ponto de observação da maior mina de ferro a céu aberto do mundo.

A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares
A maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo fica nesta cidade amazônica cercada por uma floresta nacional de mais de 400 mil hectares – Imagem Ilustrativa

Como a mineração fez Parauapebas crescer?

A própria origem urbana está ligada ao Projeto Ferro Carajás. O povoado de Rio Verde cresceu aos pés da serra com a chegada de trabalhadores, comércio e serviços, até o movimento que levou à emancipação de Parauapebas de Marabá em 1988.

O município tinha 267.836 habitantes no Censo de 2022 e chegou a 305.771 em 2025. A trajetória de Parauapebas mostra como mineração, migração e urbanização ficaram conectadas.

Quatro marcos ajudam a dimensionar essa transformação:

●
Jazidas de Carajás descobertas em 1967
●
Operação comercial de Serra Norte iniciada em 1985
●
Parauapebas emancipada de Marabá em 1988
●
População estimada acima de 305 mil habitantes em 2025

A Floresta Nacional de Carajás realmente passa de 400 mil hectares?

O decreto federal que criou a Floresta Nacional de Carajás, em 1998, definiu 411.948,87 hectares, número repetido em documento do ICMBio publicado em 2025. Por essa referência legal e administrativa, a unidade supera 400 mil hectares.

Há diferença entre bases oficiais: a página cadastral atual do ICMBio informa 391.263,04 hectares. Assim, os 411,9 mil hectares correspondem à área do decreto de criação e continuam aparecendo em documentos institucionais recentes.

Como mineração e conservação coexistem no mesmo território?

A Flona de Carajás é uma unidade de conservação de uso sustentável, categoria que admite atividades econômicas sob regras ambientais. O decreto de criação incorporou a mineração existente, enquanto o ICMBio administra conservação, pesquisa, monitoramento e uso público.

O contraste é concreto: abrir uma cava remove os ambientes daquela área, enquanto a gestão busca manter amostras representativas da floresta e da vegetação de canga. O ICMBio trata essa compatibilização entre exploração mineral e biodiversidade como desafio permanente.

Três elementos mostram o tamanho dessa conciliação:

Elemento Contexto Implicação
Mina a céu aberto Serra Norte
Extração de minério na região de Carajás
Atividade de enorme escala econômica
Floresta Nacional Unidade de uso sustentável
Conservação convive com usos autorizados
Exige gestão ambiental contínua
Vegetação de canga Campos rupestres ferruginosos
Ecossistema associado aos afloramentos de ferro
Abriga espécies especializadas e endêmicas

O que existe na Floresta de Carajás além das minas?

A unidade abriga floresta amazônica, campos rupestres ferruginosos, cavernas, rios e espécies raras. O ICMBio mantém pesquisas envolvendo gavião-real e arara-azul-grande, além de programas de observação de aves, educação ambiental e monitoramento.

Cavidades ferruginosas preservam vestígios arqueológicos de ocupação humana com cerca de 9 mil anos. Trilhas, cachoeiras e visitação autorizada mostram que Carajás reúne patrimônio biológico, geológico e arqueológico além da atividade mineral.

Leia também: Idosos com mais de 65 anos têm direito a viajar de ônibus entre estados de graça: saiba como solicitar a sua carteirinha

O que esse contraste representa para Parauapebas?

Parauapebas não teria a escala atual sem Carajás, mas sua história também mostra o desafio de depender de uma atividade mineral inserida numa região ambientalmente excepcional. Crescimento urbano, empregos e arrecadação convivem com pressões sobre território e biodiversidade.

Há ainda uma distinção importante: a mina de Serra Norte fica em Parauapebas, enquanto o complexo S11D, também associado a Carajás, está em Canaã dos Carajás. Separar essas operações evita tratar toda a província mineral como se estivesse dentro de um único município.

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