EUA realizam primeiro ataque contra o Irã desde julho
Guarda Revolucionária iraniana promete resposta após forças americanas atingirem lançadores de foguetes
As forças dos Estados Unidos atingiram neste domingo, 30, dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.
Segundo autoridades americanas, integrantes da Guarda Revolucionária do Irã se preparavam para lançar foguetes com minas marítimas na região.
Esse é o primeiro ataque de que se tem notícia dos EUA contra o Irã desde o fim de julho.
A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou que a ofensiva foi realizada por drones.
Já a Guarda Revolucionária diz que a ofensiva deixou militares e civis mortos e feridos, mas não divulgou o número de vítimas.
Em comunicado transmitido pela imprensa estatal, afirmou que o ataque irá “resultar na punição do agressor”.
Estreito de Ormuz
Na semana passada, o governo americano afirmou ter concluído a retirada ou detonação das minas marítimas das rotas internacionais do Estreito de Ormuz.
Donald Trump também havia advertido que qualquer embarcação usada pelo Irã para instalar novas minas seria destruída.
O estreito é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passava pela região, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Teerã respondeu com ofensivas contra Israel e países do Golfo que abrigam bases militares americanas.
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Sanções contra o Irã
Na última segunda-feira, 24, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo americano iniciou uma “campanha sem precedentes” de sanções contra o Irã “e seus facilitadores”.
A medida atinge cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas a Teerã e que atuam em áreas de energia nuclear, de produção de mísseis, cibernéticas e de petróleo.
“Nosso objetivo é cortar todas as linhas vitais econômicas que sustentam esse regime tirânico, até que Teerã fique isolada”, disse Bessent.
As sanções têm como alvo uma rede de empresas intermediárias que operam embarcações da “frota fantasma” iraniana em países como Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, China, Singapura e Suíça.
Bessent afirmou que cada país tem um “prazo definido” para encerrar as atividades identificadas pelo Departamento do Tesouro americano em apoio ao Irã.
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