Trabalhador é chamado para perícia do INSS, ao apresentar atestado e exames perito questiona o tempo de afastamento, homem afirma estar há semanas sem conseguir exercer sua atividade
Entenda por que o perito questiona o tempo de afastamento e quais documentos ajudam
O trabalhador chamado para perícia do INSS precisa comprovar que a doença ou lesão o impede de exercer sua atividade habitual por mais de 15 dias. O atestado e os exames são importantes, mas não garantem automaticamente o benefício. A avaliação considera as limitações funcionais, as tarefas profissionais e o período provável de recuperação.
Por que o perito questiona há quanto tempo o trabalhador está afastado?
A data de início da incapacidade interfere na análise do benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. O perito procura identificar quando os sintomas realmente impediram o exercício da profissão, se o afastamento ultrapassou o período exigido e se existe coerência entre o relato e os documentos médicos.
Durante a entrevista, podem ser verificadas diferentes datas:
- Início dos sintomas ou ocorrência do acidente.
- Primeira consulta relacionada ao problema.
- Emissão do atestado médico.
- Último dia efetivamente trabalhado.
- Início do afastamento comunicado à empresa.
- Realização de exames e início do tratamento.
O atestado médico determina quanto tempo o INSS deve conceder?
Não. O médico assistente recomenda um período de afastamento com base no tratamento realizado, enquanto a perícia médica federal avalia a incapacidade para fins previdenciários. O perito pode concordar com o prazo, estabelecer outra duração ou concluir que os documentos não demonstram impedimento laboral superior a 15 dias.
- Diagnóstico e evolução do quadro clínico.
- Limitações provocadas pela doença ou lesão.
- Exigências físicas e mentais da profissão.
- Resposta ao tratamento prescrito.
- Possibilidade de recuperação dentro do prazo estimado.
- Compatibilidade entre exames, atestado e relato apresentado.

Ficar doente é suficiente para receber o benefício?
O benefício não é concedido somente pela existência de uma doença. É necessário demonstrar que o problema impede temporariamente o exercício do trabalho ou da atividade habitual. A mesma condição médica pode afastar um profissional submetido a esforço físico e permitir que outra pessoa continue em uma função com exigências diferentes. Em regra, também são analisadas a qualidade de segurado e a carência previdenciária, ressalvadas as hipóteses de isenção.
Quais documentos ajudam a demonstrar a incapacidade?
Os documentos devem estar legíveis, atualizados e relacionados ao problema que motivou o afastamento. Um atestado que informa apenas o nome da doença pode ser insuficiente quando não descreve a limitação ou o tempo necessário para recuperação. Relatórios detalhados ajudam o perito a compreender como o quadro interfere nas tarefas profissionais.
O trabalhador pode organizar a documentação em ordem cronológica:
Quais documentos ajudam a demonstrar a incapacidade?
- 1Atestado com data de emissão e período recomendado.
- 2Relatório médico com diagnóstico e limitações funcionais.
- 3Exames de imagem e resultados laboratoriais.
- 4Receitas e comprovantes do tratamento utilizado.
- 5Relatórios de internação, cirurgia ou fisioterapia.
- 6Comunicação de acidente de trabalho, quando aplicável.
- 7Declaração da empresa com o último dia trabalhado.
O que fazer após receber o resultado da perícia?
O resultado pode ser consultado no Meu INSS, na área de pedidos ou no serviço correspondente à perícia. Se o benefício for concedido, a decisão indicará o período reconhecido. Caso a incapacidade continue perto da data prevista para o encerramento, o segurado deve verificar no sistema a possibilidade e o prazo para solicitar prorrogação.
Se o pedido for negado, o trabalhador pode consultar o laudo pericial e apresentar recurso administrativo com relatórios ou exames que demonstrem a incapacidade para a atividade habitual. A afirmação de que está sem trabalhar há semanas precisa estar apoiada por datas, documentos clínicos e informações profissionais coerentes, pois a duração do afastamento é definida pela avaliação do conjunto apresentado.
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