Preso pela PF, deputado renuncia ao mandato na Alerj
Thiago Rangel está preso desde maio por suspeita de fraudes em compras e contratações da Secretaria Estadual de Educação do Rio
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso em maio pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços para a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro, renunciou ao mandato nesta quarta, 12.
A decisão foi comunicada ao plenário pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), que leu a carta enviada pelo parlamentar.
Datada de 10 de agosto, a carta afirma que a renúncia é “livre e espontânea”, além de ser “irrevogável e irretratável”.
Segundo a PF, as apurações revelaram “um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada”.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.
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Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne teve três fases entre dezembro de 2025 e março de 2026.
Nelas, a PF apurava um esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV).
O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, na época presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foi alvo da primeira fase de operação, em dezembro do ano passado.
Ele é acusado de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, para beneficiar o também ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, que é apontado como articulador político do Comando Vermelho.
De acordo com a investigação, o vazamento permitiu a destruição e ocultação de provas.
Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bacellar foi preso preventivamente.
A Alerj soltou o ex-deputado dias depois.
Bacellar voltou a ser preso em 27 de março de 2026.
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