Papagaio que não consegue voar chegou a apenas 51 aves no planeta e população hoje é quase cinco vezes maior
O kākāpō subiu de 51 aves em 1995 para 242 em junho de 2025; a página atual do DOC registra 235 animais vivos.
🦜 Como um papagaio reduzido a 51 aves conseguiu se recuperar?
O kākāpō chegou a apenas 51 indivíduos em 1995, após décadas de declínio. Proteção em ilhas sem predadores, reprodução assistida e monitoramento individual fizeram a população voltar a crescer, embora a espécie continue extremamente rara. ⬇️
O kākāpō caiu para somente 51 aves em 1995, mas décadas de manejo elevaram a população a 252 em 2022 e a 242 em 30 de junho de 2025. A página atual do programa informa 235 animais vivos, número ainda quase cinco vezes maior que o mínimo registrado há três décadas.
Como o kākāpō chegou a apenas 51 aves?
O declínio ocorreu principalmente após a chegada de predadores introduzidos, como ratos, gatos e arminhos, combinada à perda de habitat. Incapaz de voar e ativo à noite, o papagaio ficou especialmente vulnerável a mamíferos caçadores.
O kākāpō já foi disseminado pela Nova Zelândia. Na década de 1980, sobreviventes foram transferidos para ilhas mais seguras e, em 1995, restavam 31 machos e 20 fêmeas.

O que fez a população voltar a crescer?
A recuperação dependeu de proteção contra predadores, acompanhamento de ninhos e intervenção quando ovos ou filhotes corriam risco. Informações genéticas também orientam o manejo reprodutivo da pequena população.
O Kākāpō Recovery, coordenado pelo Department of Conservation com Ngāi Tahu e parceiros, acompanha praticamente cada ave. Reprodução assistida, suplementação alimentar e translocações fazem parte desse esforço contínuo.
Quais números mostram a recuperação do kākāpō?
A população saiu de 51 indivíduos em 1995 e atingiu o maior total recente em 2022, quando 55 filhotes emplumaram e o número chegou a 252. Em 30 de junho de 2025, o relatório anual registrava 242 animais.
O total não cresce de forma linear porque mortes e anos sem reprodução alteram o balanço. A página atual do programa registra 235 kākāpō vivos em populações selvagens manejadas.
Os marcos resumem a recuperação.
Como cada ave é acompanhada pelo programa de conservação?
Os kākāpō recebem transmissores individuais que ajudam as equipes a localizar cada animal e acompanhar atividade. O monitoramento permite identificar movimentos, comportamento reprodutivo e situações que exigem intervenção em ilhas extensas e pouco acessíveis.
O manejo inclui estudos sobre genética, doenças, dieta e uso de habitat. Em 2024–2025, o DOC informou a implantação de um transmissor com maior duração de bateria e monitoramento aprimorado.
O acompanhamento combina ferramentas distintas.
Quais desafios ainda limitam a recuperação da espécie?
O crescimento populacional trouxe um problema novo: encontrar espaço suficiente e seguro. As populações reprodutivas dependem de ilhas sem predadores introduzidos, e a disponibilidade de habitat adequado limita novas expansões.
Genética restrita, doenças e reprodução irregular também permanecem importantes. Os kākāpō normalmente se reproduzem quando árvores de rimu frutificam intensamente, fenômeno que ocorre apenas em determinados anos.
A recuperação continua dependente de quatro frentes principais:
- Manter habitats livres de predadores introduzidos.
- Ampliar áreas seguras para uma população maior.
- Gerenciar diversidade genética e fertilidade.
- Monitorar doenças, reprodução e sobrevivência dos filhotes.
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Por que o aumento populacional ainda não significa segurança?
Quase multiplicar por cinco uma população de 51 aves é um avanço expressivo, mas 235 indivíduos continuam representando uma espécie numericamente pequena e concentrada em poucos locais manejados.
O caso demonstra que impedir uma extinção pode exigir décadas de acompanhamento individual. O kākāpō voltou a crescer, porém sua permanência depende da continuidade da proteção, da reprodução e da criação de habitats seguros.
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