Vou defender que “tudo seja investigado, doa a quem doer”, afirma Zema
Candidato do Novo a presidente participou de sabatina de O Antagonista e G4, primeiro grande evento da campanha presidencial
O pré-candidato do Novo a presidente da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira, 4, em sabatina de O Antagonista e G4, que não possui “rabo preso” e que, num eventual governo, defenderá que todas as investigações sejam feitas. A sabatina é o primeiro grande evento da campanha presidencial de 2026.
“Eu não tenho rabo preso, não. Minha vida já foi vasculhada. Não encontraram nada. E quando eleito presidente eu vou falar ‘eu quero que tudo seja investigado, doa a quem doer’. Se for alguém do meu partido, que acho que todos são ficha limpa, não tem problema. Se for alguém da minha família, não tem problema. Nós temos hoje presidentes que ficam lá sendo chantageados, porque tem alguém da família que foi envolvido nisso e naquilo, alguém do partido que foi envolvido nisso ou naquilo”, declarou Zema.
“A figura da liderança vocês sabem muito bem que tem um peso grande. Quando eu assumi o governo de Minas eu deixei claro: ‘Eu estou aqui na porta do galinheiro com uma espingarda’. Não teve nenhuma raposa que passou perto. O banqueiro bandido que mora lá em BH, a mesma cidade onde eu morei oito anos nunca me procurou. A figura da liderança tem impacto”.
Ele prosseguiu: “Nós sempre tivemos líderes que acabaram cedendo à pressão porque tinha alguém da família, alguém do partido, alguém amigo e ele foi fazendo. Agora um presidente que não tem rabo preso consegue avançar muito mais. Eu fiz isso em MG. Fui eleito sem nenhum apoio político, e fui o governador que mais fez”.
Zema também destacou sua trajetória na sabatina. “O Brasil já teve um presidente que ralou e é empreendedor? Eu venho de uma família de imigrantes italianos que chegou aqui no Brasil para substituir mão de obra escrava na enxada. E tudo que conseguimos foi fornecer sem depender do Estado. E coube a mim redirecionar os negócios”, disse.
“Criei outra empresa que hoje dá mais de 5 mil empregos diretos. Depois recuperei Minas Gerais. Acho que não foi por acaso que fui reeleito no primeiro turno em 2022. E o estado hoje é um grande canteiro de obras em andamento, e não um cemitério de obras inacabadas. Então, eu já cumpri dois grandes desafios na minha vida. Um no setor privado. Está lá uma empresa com 5 mil funcionários”.
Ele continuou: “Meus concorrentes á presidência fizeram isso? Eu sempre, igual vocês aqui, pagador de impostos, nunca fui recebedor. Até porque fui governador voluntário. Tudo que eu recebi a título de salário eu doei para as Apaes. Eu quero mostrar que é possível fazer política diferente no Brasil. E fiz em Minas Gerais. Sete anos e meio sem corrupção, sem escândalo. Não levei um parente para trabalhar. Vocês já viram político de carreira fazer isso?”.
A sabatina
A sabatina de O Antagonista e G4, uma das maiores empresas de educação executiva e soluções empresariais do Brasil, nesta terça, terá quatro pré-candidatos e candidatos à Presidência da República da eleição deste ano.
Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) e o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido Missão, Renan Santos.
O presidente Lula foi o único dos cinco convidados a se recusar a participar.
Os cinco que receberam os convites foram os que pontuavam melhor em todas as pesquisas de intenção de voto.
A ordem da sabatina foi definida a partir de pesquisa Realtime Big Data, parceiro de O Antagonista, divulgada em 1º de junho.
O mais bem colocado nesse levantamento será o último a responder às perguntas.
Na pesquisa de 1º de junho, Lula liderava, seguido por Flávio, Renan, Caiado e Zema. O primeiro a ser sabatinado, portanto, foi Zema. Na sequência, serão Caiado, Renan e Flávio.
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