Zema promete não aumentar impostos e cortar gastos públicos
O candidato defendeu reformas estruturais, redução da máquina pública e afirmou que o equilíbrio fiscal não terá aumento da carga tributária
A sabatina de O Antagonista e G4, uma das maiores empresas de educação executiva e soluções empresariais do Brasil, realizada nesta terça-feira, 4 de agosto, teve o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, como primeiro entrevistado da série.
Ao responder sobre o equilíbrio das contas públicas, Zema afirmou que, se eleito, não recorrerá ao aumento de impostos para melhorar a situação fiscal do país. Segundo ele, o governo federal precisa reduzir despesas e promover reformas estruturais.
“O Brasil só vem crescendo, crescendo, crescendo. Daqui a pouco será que é 50% do PIB para o governo? Comigo vai começar a ter uma inflexão. Nós precisamos mudar o modelo mental que tem no setor público, que é só querer engordar”, afirmou.
Questionado sobre quais medidas concretas permitiriam a redução dos juros, o candidato citou uma reforma administrativa, mudanças na Previdência, revisão de programas sociais e privatizações.
“Nós vamos rever programas sociais, nós vamos fazer uma reforma da Previdência, nós vamos fazer uma reforma administrativa e privatizar. Se elas não forem aprovadas no primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço”, disse.
Ao ser perguntado sobre um plano alternativo caso o Congresso demore a aprovar as reformas, Zema reafirmou que não pretende elevar a carga tributária.
“O que ninguém aguenta mais é trazer o equilíbrio fiscal através de aumento de impostos”, declarou.
Como exemplo, o ex-governador de Minas Gerais afirmou ter reduzido cerca de 50 mil cargos na administração estadual, medida que, segundo ele, gerou uma economia anual de aproximadamente 4 bilhões de reais.
“Tem muita coisa que dá para fazer. Eu reduzi quase 50 mil cargos na máquina pública. Em nível Brasil, isso equivaleria a meio milhão de cargos”, afirmou.
Zema também voltou a defender austeridade na administração pública e disse que pretende repetir, na Presidência, medidas adotadas durante sua gestão em Minas Gerais, como redução de despesas administrativas e enxugamento da estrutura do Estado.
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