Marcola de Lula e número 2 da Secom deixam governo para atuar na campanha
Chefe de gabinete do petista passará a atuar na agenda de campanha, e secretário-executivo da Secom trabalhará com marqueteiro
O chefe do gabinete pessoal do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Tiago Cesar dos Santos, foram exonerados dos cargos nesta quarta-feira, 22, para atuarem na campanha do petista à reeleição.
Conforme apurou O Antagonista, Marcola, que é cientista político, trabalhará junto com Gilberto Carvalho, ex-ministro-chefe da Secretária-Geral da Presidência do governo Dilma Rousseff (PT), na agenda da campanha de Lula. Já Tiago trabalhará junto com o marqueteiro Raul Rabelo.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União. O coordenador-geral da campanha de Lula é o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva.
O petista deve enfrentar pelo menos quatro candidatos nas urnas neste ano: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente da Missão, Renan Santos, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Pesquisa Realtime Big Data divulgada na terça-feira, 21, indica a possibilidade de uma debandada dos eleitores de Flávio Bolsonaro.
Para aferir a “dureza” do voto, o instituto questionou se os entrevistados poderiam trocar de voto no primeiro turno, caso percebessem que o seu candidato não tem chances de vencer o candidato que eles mais rejeitam.
Entre os eleitores de Flávio, 67% admitem a possibilidade de votar em outro candidato, ante 33% que negam abandonar o filho de Jair Bolsonaro.
Se, porventura, Flávio não participar da eleição, 25% de seus eleitores dizem que votariam em Ronaldo Caiado (PSD), 22% em Renan Santos (Missão), 20% em Romeu Zema (Novo) e 10% em Joaquim Barbosa (DC), que já desistiu da candidatura.
Flávio x Lula
Contaminado pela aproximação com Daniel Vorcaro, dono do Banco, e associado às novas tarifas do governo Donald Trump sobre produtos brasileiros, Flávio Bolsonaro também está tecnicamente empatado com Lula em um eventual segundo turno.
Numericamente, no entanto, ele está atrás do petista. Lula tem 45% das intenções de voto. O filho de Jair Bolsonaro tem 42%.
Brancos, nulos e indecisos somam 13%.
Em junho, a diferença de Lula para Flávio no segundo turno era de cinco pontos percentuais. O petista aparecia à frente com 45%. O pré-candidato do PL tinha 40%.
No mês de maio, Flávio tinha 44% dos votos, e Lula, 43%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 18 e 20 de julho.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05864/2026.
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