Lagartixa perdida há 33 anos é reencontrada em montanha e surpreende pesquisadores
O raro reencontro trouxe novas pistas sobre a sobrevivência da espécie
Uma lagartixa que ninguém via desde 1991 voltou a ser encontrada. É a lagartixa Blyde Rondavel, da África do Sul. Por mais de 30 anos, ela foi dada como perdida. Pesquisadores a acharam no topo de uma montanha de difícil acesso, o mesmo lugar onde ela apareceu pela primeira vez.
O que é a lagartixa Blyde Rondavel?
É um pequeno lagarto de corpo achatado, típico do Cânion do Rio Blyde, no nordeste da África do Sul. O nome científico é Afroedura rondavelica. Quando adulta, ela mede só de 8 a 9 centímetros.
Ela foi vista pela primeira vez em 1991, quando um cientista pegou dois machos. Depois disso, ninguém mais a encontrou. Sumiu dos registros por mais de três décadas.

Por que ela era considerada uma espécie perdida?
Espécie perdida é aquela que não aparece nos registros da ciência há muitos anos. Sem novas imagens ou exemplares, surgiram dúvidas sobre o bicho. Veja o que estava em jogo:

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Como os pesquisadores a encontraram de novo?
A busca foi longa e difícil. A lagartixa vive no alto de um morro isolado, com paredões de mais de 100 metros que quase ninguém escala. A viagem levou anos de preparo. A tabela mostra os pontos principais.
| Etapa | Detalhe | Número |
|---|---|---|
| Preparo da viagemPapelada e licenças | Anos de planejamento até conseguir subir ao local | 7 anos |
| Tempo no topoAcampados no morro | Chegaram de helicóptero e tiveram poucos dias de busca | 3 dias |
| Lagartixas vistasO achado | Avistaram de 20 a 30 e fotografaram sete delas | 20 a 30 |

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O que esse reencontro significa?
A descoberta tira a dúvida de décadas. Os pesquisadores recolheram amostras que devem confirmar que a Blyde Rondavel é mesmo uma espécie própria. Segundo o Endangered Wildlife Trust, o grupo que fez a busca, o achado põe fim a um mistério antigo.
Esse foi o quinto animal “perdido” que o grupo reencontrou nos últimos anos. Antes vieram uma toupeira sumida por mais de 80 anos, além de uma borboleta, um lagarto e um sapo. Cada reencontro mostra que ainda há muito a descobrir na natureza.
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