Haddad defende investigação completa da PF no caso Master
Declaração foi dada após o senador Jaques Wagner (PT-BA) ser alvo de mais uma fase da Operação Compliance Zero
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira, 19, que a Polícia Federal deve investigar “onde quer que os tentáculos do Banco Master tenham chegado”.
A declaração foi dada no dia seguinte à operação da PF que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Desde o começo dessa história o presidente Lula chamou o Ministério Público, ministros do Supremo, o ministério da Fazenda e falou “quero tudo à limpo, doa a quem doer”. Dado o volume da fraude, ela envolveu muita gente. Se a PF, totalmente autônoma, acha que tem dúvida em relação à conduta de quem quer que seja, está no papel dela investigar”, disse à BandNews TV.
Haddad acrescentou que Wagner deu uma entrevista “no mesmo dia” da operação, e afirmou que isso foi “correto”, pois “se ele está seguro de seus atos, tem que se expor para explicar e se colocar à disposição das autoridades”.
Operação contra Jaques Wagner
A Polícia Federal deflagrou na quinta uma nova fase da operação Compliance Zero, desta vez mirando Jaques Wagner.
Ao todo, buscou-se cumprir 18 mandados de busca e apreensão que foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um dos locais da busca foi o hotel Brasília Palace, na capital federal, onde Wagner reside.
Segundo a Polícia Federal, também buscou-se cumprir medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro”, informou a PF.
Também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, aliado de Vorcaro. A corporação suspeita que Wagner atuou em favor de Lima no Senado e que, em contrapartida, teria recebido propina da ordem de 3,5 milhões de reais por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento. Wagner também teria recebido ingressos para shows e feito viagens em jatinhos bancados por Vorcaro.
A PF sustenta que Wagner atuou em favor do Master tanto na chamada “emenda Master”, que visava ampliar o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), quando em outra proposta para ampliar os limites de concessão de crédito consignado.
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