Mais de 1.600 metros de diferença e dois extremos do país: a cidade mais alta do Brasil colocada lado a lado da mais baixa
Extremos de altitude brasileiros são vizinhos de chão
Uma fica no ponto mais alto que uma sede de município brasileiro alcança, cercada de araucárias e frio de serra. A outra repousa praticamente sobre o nível do mar, ao lado da maior praia do mundo. Campos do Jordão, em São Paulo, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, ocupam os polos opostos da altimetria nacional.
Qual a diferença de altitude entre as duas cidades?
A diferença passa de 1.600 metros. Campos do Jordão está a 1.628 metros acima do nível do mar, a maior altitude entre as sedes municipais do país, segundo o Governo do Estado de São Paulo. Rio Grande, no extremo sul gaúcho, fica praticamente no nível do mar, sobre uma planície costeira tão baixa que seu ponto mais elevado está a apenas alguns metros de altitude.
Na prática, é como se uma cidade morasse no topo da Serra da Mantiqueira e a outra na linha onde a terra encontra o oceano. Essa distância vertical molda tudo o que vem depois: o clima, a paisagem, a economia e o jeito de viver de cada uma.

Como a altitude muda a qualidade de vida em cada lugar
Os dois municípios têm índices de desenvolvimento muito próximos, apesar dos cenários opostos. Campos do Jordão registra IDHM de 0,749 e Rio Grande, 0,744, ambos na faixa de alto desenvolvimento humano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As semelhanças param aí. Campos do Jordão tem cerca de 48 mil habitantes e uma economia voltada ao turismo de montanha e ao comércio sazonal de malhas e chocolates. Rio Grande reúne cerca de 192 mil moradores e vive do porto, da indústria e da pesca, com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) como referência nacional em oceanografia. Uma prospera no frio das alturas; a outra, na ligação com o mar.

O que fazer na cidade mais alta e na mais baixa do Brasil
Os atrativos seguem a lógica do relevo. No alto da serra, o turismo é de montanha; ao nível do mar, é litorâneo e portuário. Veja o que explorar em cada uma:
- Horto Florestal (Campos do Jordão): parque estadual com araucárias centenárias, trilhas e o passeio de trem pela mata.
- Morro do Elefante (Campos do Jordão): mirante com teleférico e vista da Serra da Mantiqueira.
- Vila Capivari (Campos do Jordão): centro turístico com arquitetura alpina, cafés e chocolaterias.
- Praia do Cassino (Rio Grande): a maior praia do mundo em extensão contínua, com faixa de areia que passa de 200 km.
- Molhes da Barra (Rio Grande): obra de engenharia do século XX onde é comum avistar leões-marinhos e botos.
- Centro histórico (Rio Grande): casarões neoclássicos e museus da cidade mais antiga do Rio Grande do Sul, fundada em 1737.
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Quem quer descobrir curiosidades e a história do extremo sul gaúcho, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Diogo Elzinga, que conta com mais de 70 mil visualizações, onde Diogo Elzinga mostra as praias, a cultura e a infraestrutura de Rio Grande:
Qual a melhor época para visitar Campos do Jordão e Rio Grande?
A resposta muda conforme a altitude. Campos do Jordão tem seu auge no inverno seco e frio, quando o Festival de Inverno atrai multidões; Rio Grande brilha no verão, época de praia e ventos mais amenos. Veja o comparativo das duas:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo de Campos do Jordão e de Rio Grande. Condições podem variar.
Dois Brasis na mesma régua
Entre o frio das araucárias e o vento salgado do Atlântico cabe quase toda a diversidade geográfica do país. Campos do Jordão e Rio Grande mostram como a altitude desenha paisagens, climas e modos de vida completamente diferentes em um mesmo território.
Vale a pena conhecer as duas pontas dessa régua e sentir, na pele, o contraste entre viver nas alturas e viver à beira do mar.
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