Episódio 7 de ‘Os Intocáveis’ traduz o espírito do Gilmarpalooza
Personagens alusivas a Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes lamentam "lacuna grave no ordenamento festivo" pela crise do Banco Master
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) publicou nesta terça-feira, 2, o sétimo capítulo da série de animação Os Intocáveis, que satiriza os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar do Fórum de Lisboa, mais conhecido como Gilmarpalooza.
O vídeo apresenta uma conversa por telefone entre Gilmar Mendes, decano do STF e organizador do evento, que está em sua 14ª edição, e o ministro Alexandre de Moraes, que discursou no primeiro dia do fórum para repetir suas críticas às big techs e às redes sociais.
Na conversa, os dois falam em tratar dos “assuntos jurídicos mais badalados do momento”, aparecem em sauna e em pista de dança, dizem que o evento tem “muitos patrocinadores investigados pelo próprio STF” e afirmam que “o perdão é uma virtude constitucional”.
O boneco que representa Gilmar usa uma camisa com o nome de Zema, que é pré-candidato à Presidência, e um sinal de proibido e diz que “faz falta” o Banco Master ao mencionar que “só em 2024 foram 8,3 milhões na agenda paralela”. Ele lamenta uma “lacuna grave no ordenamento festivo” neste ano e diz que a lagosta vai ser racionada, limitada a cinco por pessoa no máximo.
Calúnia?
O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu prazo de 15 dias na segunda-feira, 1º, para Zema apresentar resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele, apresentada por solicitação de Gilmar, por causa do episódio 2 de Os Intocáveis.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que foi sócio do decano no STF no IDP, instituiçõa que promove o Gilmarpalooza, denunciou o ex-governador em 15 de maio por calúnia contra Gilmar. A PGR considerou o episódio de animação um possível crime contra a honra.
Salomão e Gonet participam do Fórum de Lisboa neste ano.
Segundo a PGR, o STJ é o foro competente para analisar a denúncia porque os fatos guardam relação com o exercício do mandato de governador de Minas Gerais. Gilmar havia solicitado, contudo, a inclusão de Zema no inquérito das fake news, aberto de ofício pelo STF em 2019.
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