SP expande ensino técnico e bate recorde de frequência escolar
Rede estadual paulista reúne avanços em frequência escolar, formação profissional e infraestrutura física
A rede pública de ensino do estado de São Paulo encerrou o ciclo 2025-2026 com indicadores em alta em ao menos quatro frentes: frequência de alunos, desempenho em avaliações, oferta de cursos técnicos e obras nas unidades escolares.
Os números divulgados pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) mostram que a taxa de presença dos estudantes atingiu 91,1% — o patamar mais alto já registrado na série histórica da rede —, ante 82,5% em 2023. Na prática, isso equivale a 300 mil alunos a mais frequentando as aulas diariamente.
Matemática acima do nível pré-pandemia
Segundo a Seduc-SP, os resultados do Saresp 2025 indicam crescimento no rendimento em matemática nos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental, com parte dos indicadores superando o desempenho registrado antes da pandemia de Covid-19.
Especialistas haviam estimado que a recomposição das aprendizagens perdidas no período de isolamento poderia demandar até 11 anos.
O secretário da Educação, Renato Feder, avaliou que os dados apontam algo além da recuperação: “Os resultados mostram não só recuperação, mas consolidação de uma trajetória de melhoria da aprendizagem na rede”, disse à Agência SP.
Na área de alfabetização, o Ministério da Educação concedeu pela primeira vez ao estado o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, na categoria Ouro. A meta da pasta é que, até dezembro de 2026, 90% das crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental sejam classificadas como leitoras fluentes ou pré-leitoras.
Ensino técnico cresce seis vezes em três anos
De acordo com informações da Seduc-SP, o número de matrículas no ensino técnico da rede estadual saltou de 35 mil, em 2023, para 231 mil em 2026 — expansão de mais de seis vezes no período. A projeção do governo é atingir 350 mil estudantes até 2027.
Para sustentar esse crescimento, um processo seletivo para professores com formação técnica específica está em aberto, com inscrições até 1º de junho de 2026, pelo site do Banco de Talentos da Seduc-SP.
Na infraestrutura, o governo investiu R$ 3,3 bilhões em obras ao longo de 40 meses, distribuídos em 7.114 intervenções em 3.574 escolas de 576 municípios.
A climatização de salas de aula foi uma das prioridades: mais de 1.100 unidades receberam sistemas de controle térmico desde o início da gestão — número que era inferior a 100 anteriormente. Em maio de 2026, o governo anunciou aporte adicional de R$ 170 milhões para climatizar outras 450 escolas.
No campo de recursos humanos, o governo realizou o primeiro concurso público para professores efetivos em mais de uma década. Foram abertas 15 mil vagas, mas 17 mil docentes já receberam nomeação até a data de divulgação dos dados.
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